abril 29, 2006

"Rouxinol em pleno..."

Por João Dinis em www.toureio.no.sapo.pt

"Foi com ¾ de praça que no dia 25 de Abril, se efectuou a primeira corrida do Grupo Desportivo de Samora Correia, uma corrida fora de data, mas com um cartel aliciante.
Abriu praça Luís Rouxinol, e como vem sendo hábito fez uma lide muito regular, com bons ferros e chegando às bancadas, uma actuação à Rouxinol, com destaque para um ferro de palmo e um par de bandarilhas excelentemente executados. No seu segundo o cavaleiro de Pegões, mais uma vez, não deixou escapar a oportunidade para triunfar, e realizou uma lide não tão vistosa como a anterior, mas nem por isso deixou de triunfar, ficam na retina dois bons ferros curtos e uma brega excelentemente executada.

Ana Baptista passou por Samora, não mostrando tudo o que pode e sabe fazer, a cavaleira de Salvaterra de Magos executou a ferragem da ordem, mas não se sentiu aquele brilho e perante um oponente bem apresentado e bravo, era merecida uma lide de mais emoção. No quinto toiro da tarde, Ana Baptista teve uma lide de menos a mais, com dois bons ferros curtos e uma lide onde a cavaleira se chegou mais ao público presente nas bancadas.

O cavaleiro local, Pedro Salvador, mostrou-se um pouco nervoso e pouco rodado no seu 1º toiro, mas mesmo assim Pedro Salvador mostrou ter um coração enorme e cravou ferros com emoção entrando na cara do toiro.
No último toiro da tarde, já vimos uma lide mais desenvolta e que apesar de um toque ou outro, tivemos oportunidade de observar três ferros curtos de boa preparação e execução.

Pelos Forcados Amadores do Ribatejo foram caras: Rafael Vilhais (à 3ª), Francisco Malição (1ª ), que como nos disse Joaquim José Penetra, cabo dos forcados amadores do Ribatejo, “no pegão da tarde”, foi sem dúvida o momento mais alto da tarde, que motivou a chamada do 1º ajuda à arena, Afonso Gonçalves (à 4ª), João Oliveira (à 1ª), Joaquim Baptista (à 1ª) e João Machacaz (à 2ª).
Uma palavra para os toiros da ganadaria de Rio Frio, excelentemente apresentados, com idade peso e trapio, a dignificar o toiro bravo.

Foi uma corrida fora das datas tradicionais de Samora Correia, mas que teve uma boa entrada de público, pena foi a organização ter esquecido uma zona de sombra, pois com o tórrido calor que se fazia sentir bem que era necessário, um pormenor a corrigir."

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