julho 13, 2006

“Rui Lopes marca presença”

Realizou-se no passado dia 8 de Julho na vila de Velas, a já tradicional corrida de toiros integrada nas festividades da Semana Cultural. Este ano encontravam-se em cartaz os cavaleiros profissionais Marco José, já triunfador nas nossas Sanjoaninas, Carlos Alves, que apadrinhou no passado mês de Maio na Monumental de Angra o cavaleiro agora praticante Rui Lopes, que também se encontrava em cartaz.
Marco José efectuou duas lides que foram de mais a menos, a primeira é uma lide melhor embora com um touro que não era muito cumpridor, no entanto destaca-se na ferragem comprida o segundo ferro e na ferragem curta o ultimo cravado num cavalo preto. Por fim dá-se nota negativa ao comportamento do cavaleiro que na última lide, com um touro já em tábuas pede mais um ferro no final da lide, numa lide sem qualquer emoção, quer do cavaleiro quer do touro, obviamente e como já era de esperar andou por entre os terrenos ás voltas a tentar “despachar” o ferro.
No que toca a Carlos Alves, tenho que felicitar o cavaleiro porque tem um cavalo com um dos corações mais generosos que já vi em praça, cavalo bom e cumpridor, para ir de praça à praça, no entanto tenho que dizer que a tourear dois touros por corrida do principio ao fim não há coração que aguente, no que diz respeito as lides como todos os outros apanhou dois touros fracos que não lhe permitiram fazer muito, no entanto à a destacar a forma correcta como cravou a ferragem embora as viagens e as reuniões das sortes não terem sido as mais correctas.
Para grande surpresa dos aficionados jorgenses e não só foi Rui Lopes o triunfador da tarde, o cavaleiro praticante que usou pela primeira vez casaca e tricórnio, apanhou em sorte o segundo pior e o melhor toiro da corrida, na sua primeira lide não houve grande coisa a destacar pois o touro não permitiu fazer quase nada, na segunda lide Rui abriu a contenda em grande, com um bom ferro comprido, para de seguida falhar os dois seguintes, mas o seu erro viria a ser esquecido quando no segundo curto da ordem coloca um ferro de praça a praça, fazendo um câmbio ao piton contrário, cravando de alto a baixo como mandam as regras, cravou assim o melhor ferro da feira taurina de Velas, ferro este que levantaria praças fosse onde fosse, no final da lide o cavaleiro dedica um ferro e pede mais um de seguida, duas coisas que não eram muito habituais neste cavaleiro, pode-se assim dizer que a Terceira tem um grande cavaleiro na forja e que com o tempo se tornará num grande triunfador.


Roberto Brasil

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