agosto 21, 2006

Toiros no Cais da Urzelina


No início do mês de Agosto desloquei-me em férias à vizinha Ilha de São Jorge, ilha que pela sua beleza natural atrai muitos visitantes por esta altura do ano. Com cerca de dez mil habitantes esta ilha tem nas suas fajãs o seu maior orgulho e nas touradas à corda um dos seus festejos predilectos.
Anunciada para o dia cinco de Agosto estava a tourada à corda do Cais da Urzelina, integrada nas festas da Freguesia da Urzelina uma organização da sua Junta de Freguesia, os toiros pertenciam à ganadaria local de Álvaro Amarante, bem apresentados e que deram um bom espectáculo àqueles, que à que aquele porto se deslocaram.
Como terceirense aficionado não pude deixar de constatar as diferenças existentes entre a tourada à corda que se realiza um pouco por todas as ruas e lugarejos desta minha Terceira e aquelas que se realizam pelas ruas da vizinha Ilha de São Jorge.
A mais significativa é que o primeiro toiro sai à rua pelas dezasseis horas e trinta minutos, ainda o sol vai alto, o que por cá saem em norma às dezoito horas e trinta minutos; entre a entrada e saída de cada toiro há pelo menos meia hora de intervalo e o intervalo maior ou seja entre o segundo e terceiro toiro da tarde, demora mais ou menos uma hora, por cá, mal sai um toiro de seguida sai o outro e o intervalo pode ir de vinte a trinta minutos no máximo. Toda esta diferença entre a festa da tourada à corda nestas duas ilhas vizinhas dá-se pelo facto de que na Terceira é feito um peditório em toda a freguesia em que se realiza a tourada, sendo que este dinheiro, junto por todos os habitantes é que paga a referida tourada, em São Jorge isto assim não acontece porque o que paga a festa são as tascas montadas para o efeito pela comissão organizadora e o seu lucro é que pagará a tourada.
Mas há mais algumas pequenas diferenças, em São Jorge os pastores não deixam que o touro faça mal às pessoas que se encontram nos muros e no caminho do arraial, também o sinal para a saída do toiro dá-se ao contrário do que aqui na Terceira, um foguete de duas bombas para a saída e um de uma bomba para a entrada.
São estas as pequenas diferenças encontradas entre as touradas à corda que se realizam nestas duas ilhas pelo verão, mas a sua essência é e será sempre a mesma, a festa e a alegria em volta do rei da festa, o Toiro Bravo. Olé São Jorge e que continuem com esta enorme aficion que nutrem pela festa brava.
Duarte Bettencourt
Foto de Jorge Góis para ver mais fotos desta tourada clik aqui

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