maio 02, 2007

Chegam os Toiros


Com o dia primeiro do mês de Maio chegam até nós, simples mortais aficionados, os toiros.
Com conhecimento da tourada a realizar, lá vou eu em direcção da freguesia acolhedora desta tradição tão nossa, procura-se o melhor lugar para estacionar (às vezes muito difícil de encontrar), e no caminho para o arraial já se vai sentido o cheiro a morcela e linguiça frita, às janelas estão a senhoras, porque as meninas estas vão procurar os melhores lugares para poderem assistir ao maior dos espectáculos terceirenses.
Na Vila de São Sebastião já estão os quatro bravos que tentarão honrar a divisa que ostentam, hoje nas gaiolas estão o 88, o 45, o 52 e o puro desta tarde o 124.
Nos muros circundantes ao arrabalde o povo procura se instalar, o José Trovão de cestos em punho já vende a primeira batata frita , o tio da saca das bolas já apregoa “Olha a saca das bolas!”. Colocam-se as gaiolas no seu sítio, com a ajuda preciosa de um tractor agrícola, antigamente era tudo no braço. Coloca-se a cabeçada e embola-se o primeiro, fogo pró ar, e sai o 88 do Humberto Filipe, um toiro com trapio e que a meu entender foi o melhor da tarde ventosa, o segundo toiro o 45 não cumpriu, o famoso 52 andou assim assim, não estando ao seu melhor e por ultimo saiu um gueixo puro com o número 124, saiu tarde já passava das 20h45m, devido ao extenso intervalo e à longa lide do 3º da ordem a ultrapassar o tempo estabelecido para tal, o gueixo andou alegre, mostrou-se deixando a vontade de o rever nos nossos arraiais.
Foi o 1 de Maio na Terra dos Bravos.

Duarte Bettencourt

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