outubro 29, 2007

Morreu um Amigo…um Forcado

Luís Fagundes

Ainda penso que é mentira, o meu amigo Luís faleceu.
O acidente ocorreu bem próximo da minha casa, eu não queria acreditar, não podia ser verdade, mas infelizmente era a mais pura e triste realidade.
Já conhecia o Luís Virgínia, como era conhecido, à algum tempo, mas à cerca de um ano com o inicio do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, conheci-o ainda melhor. Era um amigo puro.
Ele não gostava, eu sei, mas eu chamava-o de Noddy, brincava-mos com isso porque na primeira vez em que o pus à frente de uma vaca, com os nervos à flor da pele não colocou a barreta no seu devido lugar. No citar era um exemplo para a malta, pois elevava os seus dotes vocais ao limite, quando o punha a contra caras no alto da sua pequenez dizia, “ò Duarte põe-me a fazer tudo menos contra caras, não vez o meu tamanho”, mas ele ia para onde eu o mandasse e aplicava-se sempre em tudo o que fazia, queria fazer tudo perfeito. Na cara dos novilhos era valente e destemido, estou vendo aquele derrote violento que levou do novilho na praça da Florestal.
Depois dos treinos com vacas, onde a sua postura era irrepreensível, lá ia ele a minha casa com os DVD’s discutir o que estava mal e apontar o que de bom se fazia. Quando nos encontrava-mos na sua oficina eram horas a falar de toiros, da ultima vez em que lá estive disse-lhe “P**** Luís quando eu venho aqui nem eu faço nada, nem tu. Vou-me embora” mal sabia eu que esta era a minha última visita.
Muito triste fiquei por não ter-lhe realizado o sonho de uma volta triunfal à arena. Tu merecias Luís.
Aqui no meu blog deixo a mais pequena e singela homenagem, a um Amigo, a um Forcado.
Que em paz estejas.

Duarte Bettencourt

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