outubro 10, 2007

Para Quando?


Já lá vão uns anitos e nada. Muitos a defendem, outros, a sua maioria, nem por isso.
Do que é que eu estou a falar? Da sorte de varas em terras açorianas, é claro.
Defendo a sorte de varas sim senhor, mas com algumas reservas. Não posso admitir que se piquem os toiros em arenas açorianas sem que para isso se tenha criado condições para que a mesma seja implementada, refiro-me por exemplo à falta de uma zona de abate nas próprias praças, já que a sorte suprema está a séculos de distância. Esta reivindicação talvez seja de somenos importância, mas outras há que se exigem, como por exemplo toiros com o mínimo 4 anos, com peso e trapio, para serem lidados por matadores de toiros e em astes limpas. Aí meus amigos, primeiro à que melhorar as enfermarias das nossas praças e dotá-las de condições mínimas para assistir a um toureiro em caso de colhida, mas espera ai um pouco, as praças de São Jorge e Graciosa não dispõem destas infra-estruturas pois não? Mais, nestas ilhas não existem Hospitais, só Centros de Saúde.
Alto e para o baile, então ainda falta muito para termos a sorte de varas em pleno nos Açores.
Dos exemplos que atrás referi um deles esteve à disposição das empresas açorianas esta temporada que agora finda, refiro-me a toiros com 4 anos. Havia no mato da Ilha Terceira toiros com 4 anos e pasme-se, dava para fazer um curro, mas as figuras que cá vieram preteriram os mesmos, assim não se vai lá. Há alguns anos dizia-se que não havia toiros, agora há e estes não se lidam na nossa praça, vão ser lidados à Graciosa (?!).
As faixas prezas todos os anos e em todas as corridas são o único protesto visível, outros por ventura seguem os tramites legais, mas o que é certo é que a sorte de varas nem vê-la.
Já que não se consegue para já a tão almejada sorte de varas, comece-se então por criar condições para que ela surja nas nossas arenas com dignidade e acima de tudo com verdade. Não podemos assistir à lide de novilhos por matadores de toiros, desbastados a serrote na sua única arma de defesa para ainda serem picados, algumas vezes, com puías de toiros, assim não. Haja verdade acima de tudo que depois, com certeza, a sorte de varas surgirá.

Duarte Bettencourt

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