Feira de São João começa amanhã

A Feira de São João deste ano tem o seu inicio, amanhã dia 21 de Junho, com uma Corrida Concurso de Ganadarias...

Triunfo de Tiago Pamplona e Sérgio Aguilar no Festival de Beneficência

Há já algum tempo que não tinha o prazer de tomar notas numa corrida de toiros...

Comunicado - Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande - Feira de São João 2015

"O Grupo de Forcados de Amadores do Ramo Grande anuncia que não pegará no Concurso de Ganadarias da Feira de São João 2015 "

maio 30, 2007

Regulamento do Espectáculo Tauromáquico

Presidência do Conselho de Ministros

Decreto Regulamentar nº 62/91, de 29 de Novembro

Considerando que é intenção do Decreto Lei nº 306/91, de 17 de Agosto, dignificar o espectáculo tauromáquico em Portugal;

Considerando também que esta dignificação passa, entre outros, pela revisão do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico;

Considerando que o supracitado Decreto Lei habilita o Governo, através de adequado instrumento legal, a proceder à referida revisão;

Considerando, por último, que foram ouvidas as associações representativas do sector; Assim: Ao abrigo do disposto no artigo 6º do Decreto Lei nº 306/91, de 17 de Agosto, nos termos da alínea c) do artigo 202º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Artigo único - É aprovado o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico, anexo ao presente diploma e que dele faz parte integrante.

Presidência do Conselho de Ministros, 20 de Junho de 1991.

Aníbal António Cavaco Silva – Luís Miguel Couceiro Pizarro Beleza – Manuel Pereira – Álvaro José Brilhante Laborinho Lúcio – Arlindo Marques da Cunha – Arlindo Gomes de Carvalho – José Albino da Silva Peneda

Promulgado em 8 de Novembro de 1991.

Publique-se.

O Presidente da República, Mário Soares.

Referendado em 18 de Novembro de 1991.

O Primeiro Ministro, Aníbal António Cavaco Silva

ANEXO

Regulamento do Espectáculo Tauromáquico

CAPÍTULO I

Do espectáculo

Artigo 1º

Espectáculos Tauromáquicos

Consideram-se espectáculos tauromáquicos todos os que tenham por finalidade a lide de reses bravas, os quais só se poderão realizar em recintos licenciados para o efeito pela Direcção-Geral dos Espectáculos e do Direito de Autor (DGEDA).

Artigo 2º

Tipos de espectáculos tauromáquicos

1 - Os espectáculos tauromáquicos podem ser dos seguintes tipos:

a) Corridas de touros;

b) Novilhadas;

c) Corridas mistas;

d) Novilhadas populares;

e) Variedades taurinas.

2 - Os espectáculos tauromáquicos ou diversões de natureza análoga que apresentem aspectos não previstos no número anterior devem ser autorizados pela DGEDA, nas condições a estabelecer para cada caso, de acordo com as características dos mesmos.

3 - Os intervenientes nos espectáculos tauromáquicos devem apresentar-se com os seus trajes tradicionais, à excepção das variedades taurinas e dos espectáculos de beneficência a que se refere o artigo 102º do presente Regulamento, nos quais é obrigatório o uso pelos artistas do trajo curto.

Artigo 3º

Corridas de touros

1 - São corridas de touros os espectáculos em que reses com as características

definidas no artigo 25º são lidadas por cavaleiros ou “matadores” de touros.

2 – Nos espectáculos referidos no número anterior, sempre que actuem cavaleiros, é obrigatória a inclusão de um ou mais grupos de forcados.

Artigo 4º

Novilhadas

São novilhadas os espectáculos em que reses com as características definidas no artigo 26º são lidadas por cavaleiros ou novilheiros e novilheiros praticantes.

Artigo 5º

Corridas mistas

São corridas mistas os espectáculos tauromáquicos que conjugarem cumulativamente características dos espectáculos definidos nos dois artigos anteriores

Artigo 6º

Novilhadas populares

São novilhadas populares os espectáculos tauromáquicos em que reses com as características definidas no artigo 26º são lidadas por cavaleiros praticantes e amadores e ou novilheiros praticantes.

Artigo 7º

Variedades taurinas

1 - São variedades taurinas os espectáculos tauromáquicos em que são lidados indistintamente, garraios, vacas ou novilhos, por praticantes e ou amadores ou toureiros cómicos.

2 - As variedades taurinas em que sejam lidados apenas garraios por praticantes ou amadores podem ser anunciadas como garraiadas.

Artigo 8º

Publicidade

1 - A publicidade, sob qualquer forma, dos espectáculos tauromáquicos incluirá sempre a indicação do tipo de espectáculo, da respectiva empresa promotora, do tipo e do número de reses a lidar, do elenco artístico, da ganadaria ou ganadarias e da classificação etária.

2 - Todos os aspectos do espectáculo a publicitar devem estar conformes ao presente Regulamento.

Artigo 9º

Alteração ao espectáculo

Qualquer alteração ao espectáculo anunciado implica a comunicação prévia ao director de corrida, que ordenará a sua afixação em local bem visível, nomeadamente nas bilheteiras, para conhecimento antecipado do público, sem prejuízo do disposto no artigo 49º do Decreto-Lei nº 42661, de 20 de Novembro de 1959.

Artigo 10º

Poder exclusivo do director de corrida

Só o director de corrida pode determinar a não realização ou suspensão do espectáculo por não cumprimento do presente Regulamento.

Artigo 11º

Acesso do público à praça

O acesso do público deve ser facultado pelo menos com uma hora de antecedência em relação ao início do espectáculo, após autorização do director de corrida para abertura das portas da praça.

Artigo 12º

Bandas de música

Em todas as praças, os espectáculos são obrigatoriamente abrilhantados por uma banda de música, que deve tocar antes do seu início, durante as cortesias ou passeio das quadrilhas e no fim da lide de cada rês, quando se aplaudem os lidadores e, ainda, durante o decorrer da lide, sempre que o director de corrida o determinar.

CAPÍTULO II

Da direcção do espectáculo

Artigo 13º

Poder de orientação

Cabe ao director de corrida orientar o espectáculo, fazendo respeitar o disposto no presente Regulamento.

Artigo 14º

Delegados técnicos tauromáquicos

1 - Os espectáculos tauromáquicos são dirigidos por um director de corrida, assessorado por um médico veterinário, ambos nomeados pela DGEDA de entre os seus delegados técnicos tauromáquicos.

2 - A estrutura, recrutamento e selecção do corpo de delegados técnicos tauromáquicos serão definidos por decreto regulamentar.

3 - O director de corrida tem como auxiliar um avisador, a indicar pela entidade organizadora do espectáculo, destacado para actuar dentro da trincheira, com o fim de receber e transmitir as suas ordens.

4 - Na falta ou impedimento do director de corrida, nomeado pela DGEDA, exerce aquelas funções um indivíduo de reconhecida competência, desde que o empresário e os artistas intervenientes estejam de acordo.

5 - Os delegados técnicos tauromáquicos, no uso da sua competência, gozam das atribuições e poderes legais do pessoal de inspecção da DGEDA.

6 - Os delegados técnicos tauromáquicos ocupam lugares privativos a designar previamente pela DGEDA.

7 - Junto do director de corrida deve haver um cornetim para efectuar os toques tradicionais que lhe forem ordenados por aquele.

Artigo 15º

Obrigações do director de corrida

O director de corrida tem por obrigação assistir a todas as operações preliminares e trabalhos finais mencionados neste Regulamento e, designadamente:

a) À verificação do peso das reses, assim como do ferro da ganadaria a que as mesmas pertencem, juntamente com o médico veterinário;

b) À inspecção das reses a lidar, feita pelo médico veterinário, bem como à verificação dos respectivos certificados de inscrição e documentação oficial de trânsito;

c) À verificação das farpas e bandarilhas a utilizar no espectáculo tauromáquico;

d) Ao sorteio das reses;

e) Ao trabalho do embolador e do pessoal do curro, certificando-se de que a saída das reses à arena está marcada pela ordem estabelecida no sorteio:

f) Ao despontar das hastes, na presença do médico veterinário, que deve ser verificado por meio de uma bitola de que será portador, bitola essa que obedecerá ao disposto no nº 3 do artigo 35º;

Artigo 16º

Competências do director de corrida

São competências do director de corrida:

Proceder ao pormenor do espectáculo, o qual deve ser afixado em quadro próprio, na parede da barreira, por debaixo do local que lhe é destinado; Informar a autoridade policial, por escrito, da impossibilidade da realização do espectáculo;

a) Ordenar o início do espectáculo;

b) Mandar assinalar, por toque de cornetim, as mudanças de tércios segundo indicação dos artistas ou por critério próprio, quando os artistas não tenham ainda a alternativa de “matadores de touros” ou de cavaleiro.

c) Mandar recolher a rês, por indicação do médico veterinário, quando verifique que esta entra na praça diminuída fisicamente ou adquire qualquer defeito físico impeditivo da lide, não havendo nesse último caso lugar a substituição pela rês de reserva;

d) Ordenar a saída da rês de reserva;

e) Limitar o intervalo, entre a lide de cada rês, ao tempo necessário para o lidador agradecer os aplausos do público e para o pessoal limpar e alisar a arena e colocar ou retirar os esconderijos;

f) Autorizar, quando o lidador tiver de lidar sozinho mais de três reses seguidas, um pequeno intervalo de cinco a dez minutos, caso o lidador o solicite;

g) Permitir aos lidadores, forcados e ganadeiros ou seus representantes a volta à arena, quando o público o solicitar;

h) Permitir que qualquer cabeça de cartaz abandone a praça depois de terminada a sua actuação, quando alegue motivos ponderosos e tenha a aquiescência dos colegas com quem alternar;

i) Solicitar a colaboração da autoridade policial para identificação dos intervenientes no espectáculo, campinos, pessoal auxiliar e avisador que não acatem as suas determinações, nomeadamente lidadores que, sem motivo considerado justificativo, se recusem a iniciar ou a concluir a lide das reses que lhes competem e, bem assim, os espectadores ou vendedores que, de algum modo, perturbem o espectáculo.

Artigo 17º

Outras competências do director de corrida

Ao director de corrida compete ainda:

a) Receber do médico veterinário os certificados de inscrição relativos às reses a lidar e, após o espectáculo, apor-lhes o carimbo “Corrido”;

b) Verificar se todos os intervenientes no espectáculo se encontram presentes quinze minutos antes da hora marcada para o seu início;

c) Verificar se o piso da arena se encontra apto, de acordo com as normas legais;

d) Decidir sobre divergências que possam surgir entre a empresa, ganadeiros e lidadores ou seus representantes, ouvindo o parecer do médico veterinário sempre que o mesmo se justifique;

e) Entregar na DGEDA, até quarenta e oito horas depois de terminado o espectáculo, o relatório das ocorrências neste verificadas, acompanhado dos certificados e documentos referidos nos artigos 24º e 28º que lhe tenham sido entregues.

Artigo 18º

Identificação dos delegados técnicos tauromáquicos

Os delegados técnicos tauromáquicos - director de corrida e médico veterinário - são identificados, em todas as praças de touros, mediante cartão de identificação emitido pela DGEDA, que lhes dá acesso a todos os locais das praças quando no exercício das respectivas funções.

Artigo 19º

Competências do médico veterinário

São competências do médico veterinário designado pela DGEDA para serviço num espectáculo tauromáquico:

a) Exercer as funções que lhe são determinadas pelo presente Regulamento;

b) Assessorar o director de corrida, emitindo parecer sobre todos os assuntos para que for solicitado no âmbito da sua competência.

CAPÍTULO III

Das praças de touros

Artigo 20º

Classificação

As praças de touros são classificadas pela DGEDA, ouvida a Comissão de Tauromaquia, em 1ª, 2ª e 3ª categorias, tendo em conta, nomeadamente, a tradição da localidade, a lotação, o número de espectáculos normalmente realizados em cada ano e o tipo de construção.

Artigo 21º

Vistoria anual

Todas as entidades responsáveis pelas praças de touros devem requerer à DGEDA, anualmente, durante os meses de Janeiro e Fevereiro, a vistoria para verificação das correspondentes condições técnicas e de segurança.

Artigo 22º

Balanças e esconderijos

1 - Nas praças de touros de 1ª e 2ª categorias devem existir obrigatoriamente balanças destinadas à pesagem de reses.

2 - Nas praças de 1ª e 2ª categorias é obrigatória a existência de esconderijos entre barreiras, com as seguintes características:

a) Devem ser em número mínimo de oito, distribuídos ao longo de toda a circunferência:

b) Devem ter, de dimensão, 3,5 m ;

c) Devem ter portas de ambos os lados;

d) O que for destinado à equipa médica deve estar assinalado e colocado junto à porta que comunica com o posto de socorros, dispondo de lugares sentados.

Artigo 23º

Posto de socorros e assistência médica

1 - Em todas as praças é obrigatória a existência de instalações destinadas a um posto de socorros para assistência aos artistas tauromáquicos.

2 - O posto de socorros deve ser composto, sempre que possível, por duas divisões contíguas com a dimensão mínima de 4m X 4m, comunicando largamente entre si, apresentando-se o pavimento e as paredes revestidos por material próprio, lavável e impermeável, devendo dispor de águas correntes.

3 - Na primeira das divisões indicadas, que se destina a primeiros socorros, devem existir macas, leitos e mesas ou marquesas para observação e primeiros tratamentos de urgência, designadamente intervenções de pequena cirurgia.

4 - É exigido como mínimo no posto de socorros o seguinte equipamento:

a) Instrumentos para dissecações, laqueações e sotura, nomeadamente, pinças

hemostáticas, tesouras, bisturis e garrotes para membros;

b) Material de imobilização provisória de fracturas, nomeadamente talas kramer e ligaduras gessadas.

5 - O equipamento cirúrgico do posto de socorros cabe à entidade proprietária da praça.

6 - É da responsabilidade da entidade exploradora da praça o apetrechamento dos materiais perecíveis, tendo em atenção a sua validade de utilização.

7 - Em todos os espectáculos, sem prejuízo do disposto no nº 9 do presente artigo, a respectiva entidade organizadora deverá assegurar tanto a presença de uma ambulância medicalizada como a presença de uma equipa médica composta de, pelo menos, um médico-cirurgião e um enfermeiro.

8 - A ambulância medicalizada deverá estar munida de oxigénio e de, pelo menos, um litro de sangue “dador universal” (ORh+), bem como de soros e plasma na quantidade de 2 L de cada um.

9 - Quando se trate de espectáculos de variedades taurinas em que não participem novilheiros praticantes e reses em pontas, deve a entidade organizadora assegurar a presença de um enfermeiro e de uma ambulância simples e é bastante a existência no posto de socorros de material de dissecação, corte e sotura, para eventual tratamento de pequenas cirurgias, bem como de material de imobilização de fracturas.

10 - Compete ao chefe da equipa médica verificar se o posto de socorros está nas condições estabelecidas no presente capítulo e entregar o seu parecer ao director de corrida, por escrito, até quatro horas antes do início do espectáculo.

11 - A entidade organizadora do espectáculo deverá comunicar previamente ao hospital mais próximo que disponha de serviço de urgência a realização do espectáculo, com vista à eventualidade de se verificar acidente grave.

12 - Relativamente à comunicação referida no número anterior, a empresa organizadora entregará ao director de corrida, até à hora da apartação e sorteio das reses, um documento comprovativo de que fez a comunicação.

13 - A falta de cumprimento quanto ao que se estabelece neste capítulo impede a realização do espectáculo, nos termos do artigo 10º.

CAPÍTULO IV

Das reses e da sua lide

Artigo 24º

Obrigatoriedade de reses puras

1 - Só é permitida a lida de reses puras e que sejam provenientes de ganadarias sanitariamente avalizadas pela autoridade sanitária veterinária inscritas no Livro Genealógico dos Bovinos da Raça Brava de Lide e acompanhadas dos respectivos certificados de inscrição, a entregar na hora da inspecção ao médico veterinário.

2 - Os certificados referidos no número anterior devem ser requeridos pelo ganadeiro aos competentes serviços do Livro Genealógico.

3 - Exceptuam-se do disposto no nº1 as reses que, em garraiadas ou outras variedades taurinas, se não destinem à lide apeada.

Artigo 25º

Reses para corridas

As reses a lidar em corridas de touros devem ser do sexo masculino e obedecer às seguintes características:

a) Em praças de 1ª categoria, devem ter pelo menos 3 anos de idade e 440 kg de peso;

b) Em praças de 2ª categoria, devem ter pelo menos 3 anos de idade e 430 kg de peso;

c) Em praças de 3ª categoria, devem ter pelo menos 3 anos de idade e 420 kg de peso.

Artigo 26º

Reses para novilhadas

As reses a lidar em novilhadas devem ser do sexo masculino e ter 3 anos de idade e os pesos mínimos de 380 kg, 370 kg, 360 kg respectivamente para praças de 1ª, 2ª e 3ª categorias.

Artigo 27º

Inspecção das reses

1 - As reses destinadas às lides devem dar entrada nas praças de 1ª categoria na véspera do dia do espectáculo, excepto quando se trate de variedades taurinas, e nas restantes até quatro horas antes do início do sorteio.

2 - A inspecção e pesagem das reses devem realizar-se até quatro horas antes do sorteio, na presença do director de corrida e do médico veterinário

Artigo 28º

Documento oficial de trânsito

O ganadeiro ou seu representante deve entregar ao médico veterinário, até ao momento da inspecção, a documentação oficial de trânsito das reses que irão ser lidadas.

Artigo 29º

Motivos de rejeição das reses

A inspecção visa a verificação da documentação de carácter zootécnico e sanitário, o peso, a idade e o aspecto morfológico das reses a lidar, considerando-se como motivo de rejeição, além da deficiente apresentação, os defeitos seguintes:

A cegueira, mesmo parcial;

a) Notáveis defeitos na visão;

b) Criptorquidia;

c) Defeitos de locomoção;

d) Defeitos acentuados nas hastes.

Artigo 30º

Certificação da inspecção às reses

Do resultado definitivo da inspecção é passado certificado pelo médicoveterinário, em duplicado e do modelo a aprovar pela DGEDA, sendo um exemplar entregue ao director de corrida e o outro ao promotor do espectáculo.

Artigo 31º

Avaliação do peso

1 - Nas praças de 1ª e 2ª categorias é considerado o peso resultante da pesagem na balança existente na praça.

2 - Nas praças de 3ª categoria que não disponham de balança é considerado o peso aparente das reses, estimado pelo médico veterinário com o acordo do director de corrida.

3 - Caso não seja possível um acordo sobre o peso, é considerado aquele que resultar da média entre os dois pesos divergentes.

4 - O ganadeiro e o empresário podem ainda recorrer à pesagem das reses na balança mais próxima, sendo as despesas resultantes desta diligência da responsabilidade de ambos.

Artigo 32º

Hastes despontadas

Nos espectáculos em que os touros ou novilhos saiam à arena com as hastes despontadas não podem ser anunciados touros ou novilhos em hastes íntegras.

Artigo 33º

Reses emboladas

1 - Devem ser emboladas as reses destinadas ao toureio a cavalo e desemboladas as que se destinam ao toureio a pé.

2 - Os cavaleiros podem lidar reses desemboladas devidamente despontadas, desde que haja acordo prévio entre eles, os forcados e as empresas.

Artigo 34º

Embolação

Na embolação das reses a lidar nos espectáculos tauromáquicos só podem ser empregues “bolas” de couro que cubram integralmente as hastes.

Artigo 35º

Requisitos a que deve obedecer o despontar das hastes

1 - Os touros ou novilhos podem apresentar-se com hastes ligeiramente despontadas, não podendo o corte das pontas exceder a dimensão menor do rectângulo da bitola.

2 - O despontar das hastes deve ser efectuado na presença do director de corrida e do médico veterinário, podendo também assistir os cabeças de cartaz, empresários e ganadeiros ou seus representantes.

3 - Para efeito do controlo do disposto no número anterior, deve o director de corrida ser portador de uma bitola, de chapa metálica, que apresente uma abertura rectangular, cujo lado menor medirá 12 mm.

Artigo 36º

Sorteio das reses

1 - O sorteio das reses a lidar deve ser efectuado com a assistência do director de corrida, do médico veterinário, do ganadeiro, do empresário e dos cabeças de cartaz ou respectivos representantes.

2 - O sorteio efectuar-se-á às 12 horas para os espectáculos da tarde e às 17 horas para os espectáculos nocturnos, mas, no caso de à hora prevista não se encontrar algum dos intervenientes ou seus representantes, o director de corrida, na presença do médico veterinário e do empresário, fará o sorteio, não havendo recurso dos faltosos.

Artigo 37º

Apartação

1 - Na apartação devem ser separadas as reses destinadas à lide a cavalo e à lide a pé.

2 - De entre as reses destinadas a cada uma das modalidades de lide devem ser feitos tantos lotes quantos os lidadores.

3 - Os lotes devem ser constituídos por reses, tanto quanto possível, equilibradas em casta, peso idade e forma de armação.

4 - Se as reses não pertencerem à mesma ganadaria, devem dividir-se, tanto quanto possível, pelos diferentes lotes, tendo em atenção a modalidade de lide para que foram anunciadas.

5 - Feitos os lotes, esses são sorteados entre os correspondentes lidadores.

6 - Nos espectáculos tauromáquicos de concurso de ganadarias, as reses a lidar devem sair por ordem de antiguidade das respectivas ganadarias.

Artigo 38º

Isolamento das reses

Terminado o sorteio, as reses são encurraladas isoladamente em compartimentos, sobre os quais deve ser afixado o número de ordem de saída à arena, estabelecido pelos lidadores ou seus representantes, sem prejuízo do disposto no nº 6 do artigo anterior.

Artigo 39º

Proibição de acesso aos curros

Depois de isoladas as reses devem ser deixadas em completo sossego até à hora do espectáculo, sendo proibida a entrada de qualquer pessoa na zona dos curros, salvo se autorizada pelos delegados técnicos tauromáquicos e desde que acompanhada por representante de ganadaria, excepto o embolador e ajudante.

Artigo 40º

Rês inutilizada

1 - As empresas não têm obrigação de fazer correr mais reses do que as anunciadas, nem são obrigadas a substituir alguma que se inutilize durante a lide.

2 - Neste último caso, o lidador a quem competir a rês inutilizada perde o turno, como se a tivesse lidado até ao fim.

Artigo 41º

Rês de reserva

1 - Em todos os espectáculos tauromáquicos, com excepção das variedades taurinas, as empresas devem ter nos currais, à disposição dos delegados técnicos tauromáquicos, uma rês de reserva com o peso exigido, para substituição de alguma que se tenha inutilizado antes de sair à arena ou que antes do início da lide apresente defeitos físicos não revelados na inspecção.

2 - À rês de reserva aplicam-se todas as disposições do presente Regulamento relativas às reses a lidar.

3 - Substituída a rês, o lidador a quem aquela competir não perde o turno, salvo motivo atendível pelo director de corrida.

4 - A rês de reserva pode excepcionalmente não pertencer à ganadaria anunciada.

5 - Na falta da rês de reserva, o director de corrida não deve permitir a realização do espectáculo.

Artigo 42º

Jogo de cabrestos

1 - Durante os espectáculos tauromáquicos é obrigatória a permanência nos curros da praça de um jogo de cabrestos devidamente adestrados e de preferência do mesmo ganadeiro que forneça as reses, para a recolha destas.

2 - O jogo de cabrestos deve compor-se de um mínimo de seis reses.

3 - Exceptuam-se do disposto nos números anteriores os espectáculos a realizar em praças desmontáveis.

Artigo 43º

Ferragem

1 - A ferragem destinada à lide de touros e novilhos obedece às características seguintes:

a) As bandarilhas devem medir 70 cm de comprimento, ser enfeitadas com papel de seda de variadas cores e rematadas com um ferro de 8 cm, com um arpão de 4 cm de comprimento e 20mm de largura;

b) As farpas ou ferros compridos e os ferros curtos devem medir, respectivamente, 140 cm e 80 cm de comprimento, com ferragem idêntica à da bandarilha, mas com dois arpões, e ser enfeitados e rematados da mesma forma que as bandarilhas.

2 - As bandarilhas a colocar a duas mão pelo cavaleiro devem medir 90 cm de

comprimento.

3 - Os ferros compridos devem partir de modo que 35 cm fiquem na rês e o restante na mão do cavaleiro.

4 - A ferragem a utilizar na lide de garraios ou vacas deve ser enfeitada da mesma forma que as bandarilhas e rematada com um ferro que não exceda 3 cm de comprimento, com arpão até 1 cm de largura.

5 - A ferragem é fornecida, junto dos curros, pelo embolador aos moços de cavalos e moços de espadas, sendo entregue por estes aos lidadores em zonas fixas da trincheira, definidas pela DGEDA e devidamente assinaladas.

Artigo 44º

Da lide e das pegas

1 - A lide a cavalo de cada rês não deve exceder dez minutos, findo os quais será dado o primeiro aviso; dois minutos depois deste será dado o segundo aviso e um minuto depois o terceiro, ao que de imediato se seguirá a pega.

2 - As pegas de caras ou de cernelha não podem exceder cinco minutos e três tentativas, sendo dados avisos pelo director de corrida ao fim dos dois ou dos quatro minutos

3 - Quando uma modalidade de pega for utilizada como recurso de outra frustrada, não se pode recorrer de novo à inicial, aplicando-se à modalidade de recurso o disposto no número anterior.

4 - Para concretização da pega, os forcados são obrigatoriamente auxiliados pelos bandarilheiros que compõem a quadrilha do cavaleiro que tiver lidado a rês correspondente, os quais deverão bregar e colocar a rês no sítio e posição que lhes foi indicado pelo cabo do grupo ou pelo forcado encarregado da pega.

5 - Na lide a pé, a faena de muleta não deve exceder oito minutos, findo os quais será dado o primeiro aviso; dois minutos depois deste será dado o segundo aviso e um minuto depois o terceiro, indicando que vão entrar os cabrestos, a fim de recolher a rês.

Artigo 45º

Proibição durante a lide

É proibido o acesso do público a quaisquer lugares, bem como a actividade de vendedores, durante as lides.

Artigo 46º

Pessoas entre barreiras

1 - Sem prejuízo das forças policiais e dos bombeiros, o director de corrida autorizará a permanência entre barreiras apenas das seguintes entidades, com funções ligadas ao espectáculo:

a) Os artistas intervenientes no espectáculo, não podendo cada grupo de forcados exceder oito efectivos e quatro suplentes;

b) O avisador;

c) A equipa médica de serviço e os maqueiros;

d) Um representante de cada cabeça de cartaz;

e) Dois moços de cavalos por cada cavaleiro;

f) Um moço de espadas e respectivo ajudante por cada espada;

g) Um representante de cada ganadaria;

h) Até dois representantes da empresa organizadora;

i) O embolador e seu ajudante, dois campinos e demais pessoal de serviço entre barreiras e na arena;

j) Até dois representantes da comunicação social;

l) Até quatro profissionais de captação de imagens, nomeadamente fotógrafos,

operadores de televisão e cinema.

2 - As entidades referidas no número anterior, à excepção do avisador, devem manter-se nos esconderijos durante os períodos de tempo em que não participem no espectáculo.

3 - As entidades referidas no nº 1 são obrigatoriamente identificadas por processo a definir pela DGEDA.

Artigo 47º

Afixação obrigatória sobre o touril

1 - Em todos os espectáculos tauromáquicos, excepto nas variedades taurinas, é obrigatória a afixação, sobre o touril, do peso, número e ano de nascimento da rês a lidar, bem como da ganadaria a que a mesma pertence.

2 - A inscrição a que se refere o número anterior deve ser feita sobre um quadro com dimensões a definir pela DGEDA.

CAPÍTULO V

Dos artistas tauromáquicos

Artigo 48º

Inscrição na DGEDA

É obrigatória a inscrição de todos os artistas tauromáquicos em registo especial a criar na DGEDA, a qual será comprovada por cartão de identificação específico.

Artigo 49º

Artistas e suas categorias

1 - Para efeitos do presente regulamento são considerados artistas tauromáquicos os indivíduos que em espectáculos tauromáquicos exercem a actividade nas modalidades de actuação a que correspondem as seguintes categorias:

a) Cavaleiros e cavaleiros praticantes;

b) “Matadores de touros”, novilheiros e novilheiros praticantes;

c) Grupo de forcados

d) Toureiro cómico;

e) Bandarilheiro e bandarilheiro praticante;

f) Amadores de todas as modalidades.

2 - São considerados auxiliares os moços de espada e o embolador.

3 - Os artistas referidos nas alíneas a), b), c) e d) do nº 1 do presente artigo são

designados genericamente de “cabeças de cartaz”.

4 - Para efeitos do disposto no artigo anterior, os grupos de forcados devem indicar todos os seus elementos constitutivos, bem como o respectivo cabo, responsável pelo grupo para efeitos do presente Regulamento.

5 - Considera-se “elenco” o conjunto dos cabeças de cartaz que actuam em cada espectáculo e “quadrilha” o conjunto de artistas que coadjuvam os cabeças de cartaz nas suas actuações - bandarilheiros e bandarilheiros praticantes.

Artigo 50º

Elenco

Em cada espectáculo, o número de cavaleiros praticantes, novilheiros e novilheiros praticantes não pode exceder, respectivamente, os de cavaleiros, de “matadores de touros” e de novilheiros.

Artigo 51º

Praticantes

Em todas as praças onde sejam promovidos mais de três espectáculos anuais, a respectiva empresa exploradora é obrigada a incluir nos elencos, pelo menos uma vez, um cavaleiro praticante e um novilheiro praticante.

Artigo 52.º

Quadrilhas

1.- Nos espectáculos tauromáquicos, as quadrilhas devem ser constituídas por bandarilheiros em número igual ao das reses a lidar, com as seguintes excepções:

a) Na lide a cavalo de uma só rês, cada quadrilha deve ser constituída por dois bandarilheiros;

b) Na lide apeada, o número de bandarilheiros deve ser acrescido de uma unidade.

2 - Em todas as quadrilhas pode ser substituído um bandarilheiro por dois bandarilheiros praticantes.

3 - Quando a lide ficar a cargo do cavaleiro praticante ou do novilheiro praticante, um dos bandarilheiros deve ser substituído por dois bandarilheiros praticantes.

4 - No caso do cabeça de cartaz ser praticante e lidar apenas uma rês, a quadrilha deve ser constituída por um bandarilheiro e por um bandarilheiro praticante.

5 - O número dos artistas indicados no nº 1 pode ser excedido por acordo entre as empresas e os cabeças de cartaz.

6 - O disposto neste artigo não é aplicável às garraiadas e às variedades taurinas.

Artigo 53.º

Elenco nas variedades taurinas

1 - Nas variedades taurinas, quando o número de vacas não exceder o de garraios, o de bandarilheiros não pode ser inferior a três e quando o de garraios for igual ou superior ao de vacas, o de bandarilheiros não pode ser inferior a quatro.

2 - Nas garraiadas, um dos bandarilheiros a que se refere o número anterior pode ser substituído por dois bandarilheiros praticantes.

3 - Nas garraiadas, cada novilheiro praticante deve ser coadjuvado por um bandarilheiro praticante.

Artigo 54.º

Inscrição - condições gerais

A inscrição a que se refere o artigo 48.º é reservada a indivíduos habilitados com a escolaridade obrigatória que possuam condições físicas para o exercício da actividade e preencham os demais requisitos para tanto exigidos neste Regulamento.

Artigo 55.º

Inscrição - condições específicas

São condições específicas para a atribuição das seguintes categorias:

a) De cavaleiro praticante - actuação em, pelo menos, cinco espectáculos tauromáquicos como cavaleiro amador e aprovação na prova de aptidão respectiva;

b) De novilheiro praticante - actuação em, pelo menos, cinco espectáculos tauromáquicos como amador e aprovação na respectiva prova de aptidão:

c) De bandarilheiro praticante - actuação em, pelo menos, cinco espectáculos

tauromáquicos como amador e aprovação na respectiva prova de aptidão;

d) De toureiro cómico - actuação em, pelo menos, cinco espectáculos como estagiário e apresentação de documento comprovativo de aptidão artística assinado por dois toureiros cómicos e três bandarilheiros;

e) De moço de espada - apresentação de documento comprovativo de aptidão artística assinado por dois «matadores de touros» e dois moços de espada;

f) De embolador - apresentação de documento comprovativo de aptidão artística assinado por um cavaleiro, um bandarilheiro e dois emboladores

Artigo 56.º

Provas de aptidão

1 - As provas de aptidão referidas nas alíneas a), b) e c) do artigo anterior são prestadas em festivais taurinos, novilhadas ou novilhadas populares.

2 - A prestação das provas referidas na número anterior deve ser requerida à DGEDA, devendo o requerente comprovar encontrar-se nas condições exigidas.

Artigo 57º

Acesso a cavaleiro e bandarilheiro

O acesso às categorias de cavaleiro tauromáquico e bandarilheiro só é permitido aos indivíduos que tenham actuado, respectivamente, como cavaleiro praticante e como bandarilheiro praticante em, pelo menos, 10 espectáculos e hajam sido aprovados na respectiva prova de alternativa.

Artigo 58.º

Provas de alternativa

1 - As provas de alternativa são prestadas em corridas de touros.

2 - Os cavaleiros e bandarilheiros só devem tomar alternativa nas praças de 1ª e 2ª categorias

Artigo 59.º

Acesso a novilheiro

1 - O acesso à categoria de novilheiro é reservado aos novilheiros praticantes com, pelo menos, dois anos na categoria e que tenham actuado em pelo menos, oito espectáculos.

2 - Só pode ser atribuída a categoria de “matador de touros” aos novilheiros que tenham obtido alternativa em corrida de touros “de morte”, que terá de ser comprovada por documento passado pelo organismo competente do país onde a tomaram.

Artigo 60º

Datas e locais das provas

1 - As datas e as praças em que se realizam as provas de aptidão e de alternativa referidas neste regulamento devem ser indicadas à DGEDA pelos respectivos candidatos.

2 - Os candidatos às categorias de cavaleiro e cavaleiro praticante são considerados como tendo estas categorias durante a prestação das provas respectivas, para efeito da composição dos elencos.

Artigo 61º

Júris

Os júris das provas de aptidão são designados pelo director-geral dos Espectáculos e do Direito de Autor, sob proposta da Comissão de Tauromaquia

Artigo 62º

Recurso

As decisões dos júris, devidamente fundamentadas, devem constar de actas assinadas por todos os membros e delas cabe recurso para o director-geral dos Espectáculos e do Direito de Autor.

CAPÍTULO VI

Da Comissão de Tauromaquia

Artigo 63º

Constituição e funcionamento

1 - É criada a Comissão de Tauromaquia (CT), presidida pelo director-geral dos Espectáculos e do Direito de Autor e constituída por:

a) Cinco vogais de reconhecido prestígio no meio tauromáquico nacional nomeados pelo membro do Governo responsável pela área da Cultura;

b) Seis delegados técnicos tauromáquicos, sendo três directores de corrida e três médicos veterinários.

c) Membros das associações representativas dos artistas tauromáquicos, dos

empresários, dos criadores de touros de lide, da crítica tauromáquica e dos clubes e tertúlias tauromáquicas em número de um por cada entidade.

2 - Os membros da CT são nomeados pelo membro do Governo responsável pela área da cultura, sob proposta do director-geral dos Espectáculos e do Direito de Autor.

3 - A CT reúne ordinariamente duas vezes por ano e extraordinariamente sempre que o seu presidente o entender necessário ou a requerimento de mais de metade dos seus membros.

4 - Os membros da CT têm direito a senhas de presença, nos termos da lei geral.

Artigo 64º

Competência

À CT compete:

a) Assessorar a DGEDA sobre todos os assuntos relativos a espectáculos tauromáquicos;

b) Analisar a forma como decorre a temporada tauromáquica e propor as medidas correctivas necessárias;

c) Exercer as demais competências que lhe são cometidas neste Regulamento.

CAPÍTULO VII

Das contra-ordenações

Artigo 65º

Dos trajos tradicionais e do grupo de forcados

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ o incumprimento da obrigação de os intervenientes no espectáculo se apresentarem com os seu trajos tradicionais ou em trajo curto nos espectáculos de variedades taurinas e nos referidos no artigo 102º.

2 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 100.000$ a 500.000$ o

incumprimento da obrigação de inclusão de, pelo menos, um grupo de forcados nas corridas de touros em que participem cavaleiros.

Artigo 66º

Publicidade irregular

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ a falta de indicação na publicidade dos espectáculos tauromáquicos de qualquer dos seguintes elementos:

a) Tipo de espectáculo;

b) Empresa promotora;

c) Tipo e número de reses a lidar;

d) Elenco artístico;

e) Ganadaria ou ganadarias;

f) Classificação etária.

2 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 250€ a 2500€ a não conformidade da publicidade do espectáculo com o presente Regulamento.

3 - A negligência é punível.

Artigo 67º

Incumprimento do horário de abertura da praça ao público

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 250.000$ o incumprimento da obrigação de promover o acesso do público com, pelo menos, uma hora de antecedência, após autorização do director de corrida para abertura das portas da praça.

2 - A negligência é punível.

Artigo 68º

Falta de banda de música e de afixação de pesos

Constitui contra-ordenação punida com coima de 100.000$ a 1250€ o incumprimento das obrigações estabelecidas nos artigos 12º e 47º.

Artigo 69º

Falta de reses puras

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ a colocação em lide de reses que não obedeçam aos requisitos previstos no nº 1 do artigo 24º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 70º

Falta de instalação de balanças

Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ o incumprimento da obrigação da instalação de balanças nas praças de touros de 1ª e 2ª categorias.

Artigo 71º

Falta de instalação de esconderijos entre barreiras

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€o incumprimento da obrigação de instalar nas praças de touros de 1ª e 2ª categorias esconderijos entre barreiras, com as características definidas no nº 2 do artigo 22º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 72º

Falta de instalação de áreas destinadas a posto de socorros

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ a omissão de instalação de áreas destinadas a um posto de socorros para assistência aos lidadores.

2 - A negligência é punível.

Artigo 73º

Falta de equipamentos adequados ao posto de socorros

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ a omissão de instalação dos equipamentos previstos nos nºs 4, 8 e 9 do artigo 23º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 74º

Falta de apetrechamento de matérias perecíveis no posto de socorros

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€:

a) Falta de apetrechamento dos materiais perecíveis;

b) A sua manutenção para além dos respectivos prazos de validade de utilização.

2 - A negligência é punível.

Artigo 75º

Falta de condições de assistência hospitalar imediata

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€o incumprimento das obrigações previstas nos nºs 7, 11 e 12 do artigo 23º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 76º

Violação do dever de verificação do posto de socorros

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ o incumprimento da obrigação prevista no nº 10 do artigo 23º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 77º

Utilização de reses sujeitas a inscrição, registo, autorização ou verificação de requisitos

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ a colocação em lide de corridas de touros de reses que não obedeçam aos requisitos previstos no nº 1 do artigo 24º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 78º

Violação das características de peso e idade das reses

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 1250€ a 2500€ a colocação em lide de reses que não obedeçam às características enunciadas no nº 1 do artigo 25º e no artigo 26º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 79º

Não apresentação das reses no prazo estabelecido

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 250€a 2500€ a apresentação na praça das reses destinadas à lide para além dos prazos definidos no artigo 27º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 80º

Falta de entrega de documentação oficial de trânsito

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento da obrigação de entrega ao médico veterinário, até ao momento da inspecção, da documentação oficial de trânsito das reses que serão lidadas.

Artigo 81º

Publicidade enganadora

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o anúncio público de espectáculos com touros ou novilhos em hastes íntegras quando nos espectáculos são lidados touros ou novilhos com hastes despontadas.

Artigo 82º

Utilização de reses emboladas e não emboladas

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ a utilização de reses em desobediência ao disposto nos nº. 1 e 2 do artigo 33º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 83º

Incumprimento da utilização do modelo legal

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento da obrigação prevista no artigo 34º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 84º

Falta de satisfação de requisitos ou características legais

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento das obrigações resultantes dos nos 2 e 3 do artigo 35º.

2 - A negligência é punível.

Artigo 85º

Falta de isolamento das reses e de indicação do número de ordem de saída

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento das obrigações prevista no artigo 38º.

Artigo 86º

Proibição de acesso aos curros

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€a entrada na zona dos curros depois do sorteio das rês até à hora do espectáculo, salvo se autorizada nos termos previstos no artigo 39º.

Artigo 87º

Falta de rês de reserva

Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ o incumprimento do dever de ter na praça uma rês de reserva.

Artigo 88º

Falta de jogo de cabrestos

Constitui contra-ordenação punida com coima de 250€ a 2500€ o incumprimento da obrigação prevista no artigo 42º.

Artigo 89º

Violação dos requisitos a que deve obedecer a ferragem na lide de touros ou novilhos

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 250€ a 2500€ a lide de touros e novilhos em corridas de touros com ferragem que não obedeça aos requisitos previstos nos nºs. 1, 2 e 3 do artigo 43º.

2 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ a entrega de ferragem aos lidadores fora dos locais referidos no nº 5 do artigo 43º.

Artigo 90º

Violação dos requisitos a que deve obedecer a ferragem na lide de garraios ou vacas

Constitui contra-ordenação punida com coima de 250€ a 2500€ a utilização, na lide de garraios ou vacas, em espectáculos tauromáquicos de ferragem que não obedeça aos requisitos previstos no nº 4 do artigo 43º.

Artigo 91º

Violação dos tempos da lide

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ a desobediência ao disposto nos nº 1, 2, 3 e 4 do artigo 44º.

Artigo 92º

Proibição de acesso do público aos lugares e da actividade dos vendedores

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 250€ a 2500€ o facto de a entidade responsável pela praça não vedar ao público o acesso aos lugares a este destinados, a partir do momento em que soe o toque de entrada da rês na arena.

2 - A mesma coima será aplicável no caso de aquela entidade não vedar a actividade dos vendedores ambulantes quando se verificarem as condições previstas no número anterior.

Artigo 93º

Proibição de permanência entre barreiras

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ a permanência entre barreiras de indivíduos estranhos ao espectáculo, sem prejuízo do disposto no nº 1 do artigo 46º.

2 - Com a mesma coima será punido quem infringir o disposto no nº 2 do artigo 46º.

Artigo 94º

Violação do número de artistas participantes em lide

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ a participação em espectáculos tauromáquicos de cavaleiros praticantes, novilheiros e novilheiros praticantes em número que exceda, respectivamente, o dos cavaleiros, o dos <> e o dos novilheiros.

Artigo 95º

Obrigatoriedade de participação de artistas

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento da obrigação prevista no artigo 51º.

Artigo 96º

Violação da composição das quadrilhas

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento da obrigação prevista no artigo 52º.

Artigo 97º

Violação da composição das Quadrilhas nas garraiadas e variedades taurinas

Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento da obrigação prevista no artigo 53º.

Artigo 98º

Violação das determinações do director de corrida

1 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 500€ a 2500€ o incumprimento da obrigação de acatar as determinações do director de corrida por parte dos intervenientes no espectáculo.

2 - Constitui contra-ordenação punida com coima de 125€ a 1250€ o incumprimento da obrigação de acatar as determinações do director de corrida por parte do avisador, dos campinos e pessoal auxiliar, bem como dos espectadores ou vendedores que, de algum modo, perturbem o espectáculo.

CAPÍTULO VIII

Disposições finais e transitórias

Artigo 99º

Inscrições de artistas na DGEDA

Para efeitos do disposto no artigo 48º, as associações sindicais devem proceder, sem mais formalidades, à inscrição na DGEDA dos seus associados nas correspondentes categorias artísticas.

Artigo 100º

Funções dos actuais directores de corrida

Até ao preenchimento do corpo a que se refere o nº 2 do artigo 14º continuam em funções os actuais directores de corrida.

Artigo 101º

Comissão de Tauromaquia

A CT pode reunir sem os vogais referidos na alínea b) do nº 1 do artigo 63º até ao preenchimento do corpo a que se refere o nº 2 do artigo 14º.

Artigo 102º

Festivais taurinos

Nos espectáculos de beneficência, vulgarmente conhecidos por festivais taurinos, não existe a obrigatoriedade de cumprimento do disposto nos artigos 25º e 26º, podendo intervir artistas amadores

Tourada à Corda em São Luís - Toiros de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

maio 24, 2007

Programação TV

Sexta- feira dia 25 de Maio






22h00 - Magazine Tauromáquico

"Acompanhe os espectáculos taurinos açorianos.

No ar há vinte anos, o Magazine Tauromáquico dedica-se a acompanhar os espectáculos taurinos açorianos.
O programa centra-se na Feira Taurina de S. João, uma das mais importantes do país, e dá destaque às corridas que acontecem em S. Jorge e na Graciosa por altura das festividades locais.
Carlos Ávila dirige este programa apresentado por Mário Rodrigues."


Sábado dia 26 de Maio


13h30 - Magazine Tauromáquico (repetição)











18h00 - Arte & Emoção (programa nº5)

"O melhor da festa brava em Portugal.


Neste ARTE & EMOÇÃO a imponência dos toiros da ganadaria Palha e a entrevista ao seu proprietário João Folque, que explica a razão porque não lida em Portugal. Vamos ouvir as reflexões do novilheiro Nuno Casquinha sobre o toureio a pé no nosso País e recordar algumas das mais antigas imagens de tauromaquia do arquivo da RTP. Destaque ainda para a corrida mista de quinta-feira de Ascensão na Chamusca."


in RTP

Corrida do Emigrante


Praça de Toiros da Ilha Terceira
21 de Julho pelas 21h30
Cavaleiros
António Telles
Rui Salvador
Matador
Vítor Mendes
Forcados
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Selecção de Forcados da Califórnia
Toiros
4 de David Ribeiro Telles 4
2 Nuno Casquinha 2

Novo Burladero de Maio


Já se encontra nas bancas das papelaria e livrarias terceirenses a revista Novo Burladero de Maio, que tem como títulos de capa “Camadas 2007 – Fernando Palha”, “XI Orelha de Oiro (…)” e “A temporada já está a andar: (…)”.
Os destaques deste edição vão para o habitual Burladero do Director de João Queiroz com o titulo “Portas antagónicas…” , um Especial Feira da Sevilha por Pedro Jorge Marques, um especial também para a Mini- Feira do Campo Pequeno e a reportagem fotográfica “Os Toiros de Fernando Palha” em “Camadas 2007”, e muito mais. A não perder esta edição de Maio da revista Novo Burladero.

Semanários Taurinos Farpas e Olé desta semana



maio 22, 2007

Video do 5º Festival dos Forcados

Um video de Fernando Pereira

maio 21, 2007

Galeria Fotográfica do 5º Festival dos Forcados

maio 20, 2007

Festival dos Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense

Realizou-se sexta-feira dia 18 de Maio pelas 21 horas na Praça de Toiros da Ilha Terceira, o 5º Festival dos Forcados, organizado pelos Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (T.T.T.).
Do cartel faziam parte os cavaleiros Tito Semedo, Tiago Pamplona, Jason Palma e o praticante Rui Lopes, na lide de sete toiros de sete ganadarias terceirenses, a totalidade das pegas estiveram a cargo do grupo de forcados organizador.
O frio apoderou-se da noite, mas as bancadas apresentavam uma moldura humana bonita, com o público a ocupar cerca de meia casa forte.
No inicio das cortesias o silêncio tomou conta da Monumental de Angra, num minuto de silêncio em homenagem aos dois aficionados que partiram, de junto de nós recentemente, um adeus sentido ao critico Ricardo Jorge e ao antigo forcado Tomás Borba.

O primeiro toiro da noite pertencente à ganadaria de Rego Botelho, a ganadaria mais antiga a concurso, coube ao cavaleiro alentejano Tito Semedo. O cavaleiro de Beja desenvolveu uma brega acertada com boa escolha dos terrenos, onde colocou o toiro, para depois deixar bem no alto os ferros da ordem. No seu segundo, um toiro com o ferro dos Irmãos Toste e com o número 80, um bravo, a que o cavaleiro alentejano não deu a lide adequada, recebeu o toiro na égua Maravilha para depois no segundo tércio sacar o Serrano. Este causou grandes dificuldades ao seu cavaleiro, dando varias sacadas na mão, despapando-se, não se parava no inicio da sorte, criando dificuldades ao cavaleiro que colocou os ferros aliviados e a cilhas passadas.
Este toiro da ganadaria dos Irmãos Toste foi agraciado como o prémio de melhor toiro da noite, prémio este aceite pela maioria do público presente, coisa rara nos dias que correm, o júri deste concurso era constituído por João Pães, José Lima e José Valadão.

O cavaleiro terceirense Tiago Pamplona apresentou-se á aficion da sua terra com renovada vontade e postura, foi bonito ver a evolução deste nosso cavaleiro, mais maduro, a mexer com o toiro, com uma brega acertada e com um conhecimento apurado da lide que deu ao bravo da Casa Agrícola José Albino Fernandes, recebeu este montando na Gaiata e deixou três ferros compridos de boa nota, desenhando bem as sortes e com boa colocação da ferragem. Na série dos curtos e já com o Boa Hora apontou três curtos de razoável execução mas com o toiro a transmitir um pouco menos aquando da reunião, resultando as reuniões um pouco desajustadas, mas já no fim da lide Tiago troca de montada e trás o Ovni que aguentando a investida do oponente cravou quanto a mim o ferro da noite, saindo o cavaleiro terceirense em plano superior. O quinto da noite da ganadaria de Humberto Filipe que ostentava o número 122 não deixou o cavaleiro da quinta do Malhinha bordar o seu toureio, foi manso do principio ao fim da lide não deixando qualquer possibilidade de triunfo ao jovem açoriano.

Jason Palma apresentou-se pela primeira vez à afiicion açoriana, não deixando na arena terceirense nenhum perfume de toureria, já que no seu primeiro um toiro da ganadaria de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues com arrancadas de manso e muito distraído do cavalo, pouco ao nada poderia fazer já no seu segundo um bonito exemplar da ganadaria de João Cardoso Gaspar, andou desconectado com o toiro do principio ao fim da lide não se acoplando às suas investidas, mostrando uma verdadeira falta de noção de lide, a destacar a alma e coração do seu cavalo Lux, pois sem ele nada poderia ter feito o cavaleiro luso-britânico.

O jovem cavaleiro praticante Rui Lopes, recebeu o toiro número 39 da ganadaria de Francisco Sousa montado na égua Pocahontas. O novel cavaleiro praticante terceirense esteve correcto na brega e colocação da ferragem comprida. No segundo tércio e já com a sua montada de confiança, o Açúcar, o jovem cavaleiro realizou a lide mais completa e vibrante do festival, colocou um excelente série de quatro ferros curtos, atacando o oponente, que se fechava em tábuas, num terra a terra vibrante, para depois de uma batida ao piton contrário cravar em todo o alto uma excelente sequencia de ferros curtos.

Na forcadagem estiveram bem o forcados organizadores, com rodagem de elementos mais jovens. Foram à cara Leonardo Gonçalves em noite não, à quarta tentativa, para o segundo da noite o forcado escolhido pelo cabo Adalberto Belerique foi Marco Fontes (Foca) numa excelente pega, de execução técnica perfeita, à primeira tentativa, na cara do terceiro da ordem foi caras o jovem Décio Dias (Nini) a aguentar bem o derrote do toiro, fechando-se muito bem de braços consumando a pega ao primeiro intento. Na segunda metade do espectáculo saltou à praça pela primeira vez um forcado de apenas 14 anos, de seu nome Luís Leandro que se fechou com ganas à primeira tentativa, no quinto da noite teve na cara o forcado Olger Melo numa boa cara à 2º tentativa, para o sexto saltou as tábuas o jovem José Vicente que fechou-se numa rija pega ao primeiro intento e por último Pedro Santos numa pega dura à segunda tentativa. Grandes e excelentes ajudas forma as do jovem contra-caras Bruno Furtado a merecer uma volta à arena, aqui um reparo ao público presente que muitas vezes se esquece daqueles que muitas vezes são responsáveis pela consumação de muitas pegas, os ajudas.

Os bandarilheiros de serviço cumpriram e bem a sua função com destaque para um pormenor de Jorge Silva (Zana) na recolha dos toiros.
Dirigiu com acerto o Festival o senhor Carlos João Ávila assessorado pelo Dr. Vielmino Ventura.
Uma pequena chamada de atenção à organização. Inicialmente estava anunciado que durante o intervalo seriam feitas algumas pegas pelas escolas de forcados da T.T.T., o que não aconteceu, a meu ver deveria ter sido anunciado ao público a razão da sua não realização.
Em suma uma noite fria pelo tempo que se fez sentir, mas agradável pelo que se passou na arena.

Duarte Bettencourt

maio 19, 2007

Domingo Taurino na TV


Este domingo pelas 15 horas o Canal Andalucia Tv (Satélite) transmite em indeferido a corrida de rojões da Feira de Santo Isidro onde fizeram o passeio os rejeonadores Antonio Domecq, Diego Ventura e Sergio Galán, na lide de toiros da ganadaria de Benítez Cubero.



Domingo pelas 16 horas o canal 1 da RTP vai transmitir em directo do Coliseu José Rondão de Almeida a grande Corrida RTP Sul.
O cartel será constituído pelos cavaleiros João Moura e Joaquim Bastinhas, pelo matador de toiros Pedrito de Portugal, pelos forcados de Montemor e Académicos de Elvas, e por toiros do Dr. Brito Paes e de Varela Crujo.



O Arte & Emoção vai para o ar no próximo domingo dia 20 de Maio, pelas 19 horas, no canal RTP 2 com seguinte resumo:
“ (…) reportagem de 3 espectáculos:- A corrida de 5 de Maio em Montemor com toiros espanhóis da ganadaria Partido de Resina. - O espectáculo de 6 de Maio em Vila Franca de Xira com toiros imponentes da ganadaria de Herds. De José Infante da Câmara e no qual tomou a alternativa o cavaleiro Manuel Caetano.
- A novilhada mista do dia 12 de Maio em Azambuja.Oportunidade ainda para falar sobre a Feira de Maio em Azambuja.”

Semanários Taurinos



Ovibeja 2007

Já se tornou tradicional a tourada à corda da Feira Ovibeja,que este ano contou com a presença da ganadaria jorgense de Álvaro Amarante.
O fotografo Jorge Góis esteve presente e mostra-nos através da sua objectiva o que por lá se passou. Visite a galeria fotográfica de Jorge Góis.

maio 16, 2007

Tourada à corda nos Altares com toiros da Casa Agrícola José Albino Fernandes

Um video de Fernando Pereira



Nova Versão

Festival do Grupo de Forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense


É já sexta-feira pelas 21 horas na Praça de Toiros da Ilha Terceira que se realiza o 5º Festival dos Forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Os cavaleiros Tito Semedo, Jason Palma, Tiago Pamplona e Rui Lopes (praticante) irão fazer as cortesias juntamente com os actuais e antigos elementos dos Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Os toiros a concurso são das ganadarias de Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes, Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, Humberto Filipe, Irmãos Toste, João Gaspar e Francisco Sousa.
No intervalo serão pegadas pelos Grupos Juvenis e Infantis da T.T.T duas vacas da ganadaria de Rego Botelho.
Aficionado terceirense não falte a esta organização dos Amadores da T.T.T.

maio 14, 2007

Pedro Gutiérrez “El Capea”

Filho do célebre Niño de la Capea , o jovem matador Pedro Gutiérrez “El Capea” nasceu a 27 de Agosto de 1979 na cidade de Salamanca. Nasceu em berço toureiro e toureiro se tornou na tarde do dia 16 de Agosto de 2004 na Praça de Toiros de Málaga, foi seu padrinho Javier Conde com testemunho de “El Juli”, nesta tarde lidou “Lechon”, um castanho com o ferro de Daniel Ruiz que pesou na balança 507 quilos, com o resultado de volta à arena.
Confirmou a sua alternativa nas praças México, Santa Fé de Bogotá, Quito e em Las Ventas.
Na passada temporada ocupou o 27º lugar do Escalafon, toureando 35 corridas de toiros, estoqueou 71 toiros, cortou 64 orelhas e 6 rabos. Este ano já toureou 8 corridas, ocupando neste momento o 20º lugar do Escalafon.
Esta temporada e no próximo dia 24 de Junho, Pedro Gutiérrez “El Capea” toureia na Feira de São João uma corrida de Rego Botelho e Irmãos Toste, compartindo cartel com os cavaleiros João Moura Jr. e Leonardo Hernandez filho e com o Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Fonte: MundoToro

Feira Açores 2007

A Feira Açores 2007, promovida pela Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário (DRDA), irá realizar-se no recinto de Feiras da Vinha Brava, de 6 a 10 de Junho sob o tema a Juventude.
São objectivos da organização chamar a atenção dos jovens para olharem a agricultura com uma nova atitude, como um desafio de futuro e como uma actividade empresarial economicamente viável. A iniciativa pretende, ainda, mostrar, junto da sociedade em geral, as capacidades da agricultura, da pecuária e do meio rural dos Açores.
Durante a Feira irão realizar-se os mais variados concursos com destaque para os concursos de Equinos e Bovinos.
No mesmo recinto, juntamente com a Feira Agrícola, decorrerá a Exposição de Actividades Económicas da Ilha Terceira, sob a organização da DRDA e da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.

maio 13, 2007

Ricardo Jorge Mendes da Rosa

Faleceu ontem, dia 12 de Maio, o conhecido crítico taurino terceirense Ricardo Jorge Mendes da Rosa.
Ricardo Jorge, como era conhecido da aficion, foi um dos mais destacados críticos taurinos terceirenses, escreveu as suas crónicas nos jornais "Diário Insular", "Farpas","a União", entre outros. Também receberam as linhas da sua escrita as revistas "Novo Burladero", "Festa na Ilha" entre outras, fazia também parte da equipa do "Magazine Tauromáquico", o programa mais antigo da RTP Açores, nos seus tempos de menino e moço foi também cavaleiro amador. Morreu um aficionado.
A toda a família enlutada os meus sentidos pêsames.

Duarte Bettencourt

maio 10, 2007

Semanários Taurinos

maio 08, 2007

"Tauromaquia Praia Ramo Grande 2007”


De 10 de Maio a 08 de Junho realiza-se no Auditório do Ramo Grande na Praia da Vitória, uma exposição e colóquios abordando o tema "Tauromaquia Praia Ramo Grande 2007".
Irão ser realizados dois colóquios, o primeiro no dia 10 de Maio com o Eng. Joaquim Pires, e o segundo a 18 de Maio com o Sr. José Alpoim Paim Bruges, os dois colóquios tem o seu inicio agendado para as 20h30. Encerram o primeiro dia um grupo de Fadistas e o segundo o Bailinho de Carnaval das Mulheres de S. Mateus.

Ferra da Ganadaria de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

maio 07, 2007

Toiro número 64 de Humberto Filipe no Bairro da Carreirinha



Um video de Fernando Pereira

maio 04, 2007

Arte & Emoção

O 2º programa do magazine tauromáquico Arte & Emoção vai para o ar no próximo domingo, dia 6 de Maio, às 19 horas, horas dos Açores, no canal público RTP 2.
Neste programa vamos poder assistir e recordar o concurso promovido pelo Campo Pequeno intitulado “ À procura de novos toureiros”, vamos igualmente recordar um dos toiros mais bravos da temporada anterior, que voltou ao campo, agora como semental e vamos também assistir à despedida da ganadaria Goês em Alter do Chão.
Mais um programa a não perder.

maio 03, 2007

Mário Miguel não toureia esta temporada

foto de Francisco Romeiras

Segundo nos informa Hugo Calado no seu site Toureio.no.sapo.pt, o matador recentemente alternativado Mário Miguel, não vestirá esta temporada o traje de “luces”. O matador terceirense alega motivos profissionais para não participar em nenhum espectáculo este ano, mais esclarece que esta sua ausência não significa uma prematura retirada, mantendo intactas as sua motivações. Assim espera o TT e todos os aficionados terceirenses.

Duarte Bettencourt

Fonte: Toureio.no.sapo.pt

Olé e Farpas desta semana

maio 02, 2007

Chegam os Toiros


Com o dia primeiro do mês de Maio chegam até nós, simples mortais aficionados, os toiros.
Com conhecimento da tourada a realizar, lá vou eu em direcção da freguesia acolhedora desta tradição tão nossa, procura-se o melhor lugar para estacionar (às vezes muito difícil de encontrar), e no caminho para o arraial já se vai sentido o cheiro a morcela e linguiça frita, às janelas estão a senhoras, porque as meninas estas vão procurar os melhores lugares para poderem assistir ao maior dos espectáculos terceirenses.
Na Vila de São Sebastião já estão os quatro bravos que tentarão honrar a divisa que ostentam, hoje nas gaiolas estão o 88, o 45, o 52 e o puro desta tarde o 124.
Nos muros circundantes ao arrabalde o povo procura se instalar, o José Trovão de cestos em punho já vende a primeira batata frita , o tio da saca das bolas já apregoa “Olha a saca das bolas!”. Colocam-se as gaiolas no seu sítio, com a ajuda preciosa de um tractor agrícola, antigamente era tudo no braço. Coloca-se a cabeçada e embola-se o primeiro, fogo pró ar, e sai o 88 do Humberto Filipe, um toiro com trapio e que a meu entender foi o melhor da tarde ventosa, o segundo toiro o 45 não cumpriu, o famoso 52 andou assim assim, não estando ao seu melhor e por ultimo saiu um gueixo puro com o número 124, saiu tarde já passava das 20h45m, devido ao extenso intervalo e à longa lide do 3º da ordem a ultrapassar o tempo estabelecido para tal, o gueixo andou alegre, mostrou-se deixando a vontade de o rever nos nossos arraiais.
Foi o 1 de Maio na Terra dos Bravos.

Duarte Bettencourt

Tourada à Corda do 1º de Maio


Fotografias de Duarte Bettencourt

V Festival dos Forcados

O V Festival dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense foi alterado em data e hora e a ele foi acrescentado um artista e um ganadero. Assim o festival dos forcados amadores da TTT realizar-se-á a 18 de Maio pelas 21 horas, contará com as presenças de Tito Semedo, Jason Palma, Tiago Pamplona e Rui Lopes, na lide de novilhos das ganadarias locais de Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes, Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, Humberto Filipe, Irmãos Toste, João Gaspar e Francisco Sousa, as sete pegas estarão a cargo dos Amadores da TTT.
Duarte Bettencourt

maio 01, 2007

Ganadaria de Ezequiel Rodrigues

Um video de Fernando Pereira