fevereiro 04, 2008

Ontem foi dia de Tourada dos Estudantes

Os alunos do Liceu de Angra saíram ontem à artéria principal da cidade património mundial com o seu Espalhafatoso Cortejo. Da crise financeira do maior clube desportivo de Angra à nova lei do tabaco, da rainha das festas Sanjoaninas ao “Não sei mais do que um miúdo de 10 anos”, tudo serviu para mostrar a crítica social e a irreverência própria da juventude e como lá diz o ditado, no Carnaval ninguém leva a mal.
Rumo à praça de Toiros Ilha Terceira a Tourada dos Estudantes tomou forma iniciando-se com um atraso de cerca de vinte minutos. O público encheu cerca de meia casa, numa tarde fria de Inverno onde o sol mostrou ares da sua graça.
No inicio da corrida foi prestada uma justa homenagem ao ganadeiro da tourada, Humberto Filipe pelos 15 anos de cedência de gado para a contenda estudantil, foi também prestada homenagem aos cabos do Grupo Juvenil da Tertúlia Tauromáquica Terceirense pelos 20 anos da sua formação. Foram cabos Américo Cunha, António Ortins, Luís Vieira “Cavaco”, José Luís, Marco Sousa, Jorge Ortins e Leonardo Gonçalves.
Depois das cortesias saiu à praça o jovem amador João Pamplona para lidar o novilho número 131, que saiu manso a meter-se por dentro encurtando a viagem, dificultando o labor do jovem terceirense, a ferragem descaída e contrária, com alguns toques nas montadas não trouxeram ao cavaleiro da Quinta do Malhinha o brilho de outras tardes. Saltou à arena para brindar ao antigo cabo do grupo juvenil Jorge Ortins, o jovem Luís Leandro que após duas tentativas foi dobrado por Tomás Dentinho que consumou a pega ao quarto intento. O segundo novilho com o número 136, lidado por João Pamplona prestou-se mais á lide embora no final tenha acusado mansidão e falta de força, o jovem cavaleiro obteve uma melhor lide, baseada em sortes à tira e com melhor colocação da ferragem. Para a pega saltou Pedro Santos, que não se fechando com ortodoxia consumou a pega ao primeiro intento.
No final o Grupo Infantil da T. T. T. pegou um novilha por intermédio de Bernardo Dentinho, numa perfeita execução da sorte fechando-se com garra e correcção na pega da tarde.
A malta estudantil abrilhantou com saltos, quedas e algumas colhidas as restantes reses do festival. Notou-se uma certa descoordenação quer no controle de alguns alunos alcoolicamente bem dispostos, quer nas construções que este ano foram em número reduzido no interior da arena.


Duarte Bettencourt (texto e fotografias)


Tourada dos Estudantes 2008

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