fevereiro 09, 2009

O primeiro dia do fórum

O dia amanheceu frio quiçá o dia mais frio do ano, mas às nove horas da manhã já se sentia que algo de importante se iria passar na sala maior do teatro, angrense.
Por entre interrogações do que se iria passar, reencontrar velhos amigos, foi entregue no secretariado a todos os participante um crachá identificativo e uma pasta de congresso onde dentro vinha uma medalha em bronze alusiva à ocasião.
Com algum atraso iniciou a função o Presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Arlindo Teles, que na sua excelente prelecção deixou passar que a qualidade da festa brava na ilha Terceira passava por entre outras coisas pela cobertura da praça de toiros da Ilha Terceira, pela sorte de varas com toiros em corridas e deixar os novilhos para as novilhadas... Salientou também que a cobertura da praça a transformaria numa estrutura multiusos. Apresentou também a iniciativa Taurotur, no sentido de envolver e dar a conhecer a quem nos visita a dimensão da festa brava no meio do atlântico.
Depois e como já referi no artigo anterior foram feitas as boas vindas pelos representantes das entidades oficiais, menos o da C.M.P.V.
Seguiu-se a palestra do Dr. Álvaro Monjardino subordinada " A evolução da Tauromaquia nos Açores - o seu contexto jurídico". Esta excelente palestra abordou os princípios da festa nos primórdios do povoamento, lembrou a proibição do bispado de Angra em 1559, que proibiu que se corressem toiros nos adros das Igrejas, que no século dezassete se corriam toiros, matavam e depois os comiam, relembrou a existência de duas praças de toiros em Angra do Heroísmo, a de São João e a do Espírito Santo, da rivalidade entra elas e em especial a rivalidade apaixonada entre Joseíto e Pechuga no ano de 1895, nesse mesmo ano deu-se 18 corridas de praça quatro das quais em apenas dois dias. Mais disse sobre a festa na Terceira, claro que não toda, mas se fosse para a contar levaria muito tempo pois esta mescla-se com a história da Ilha Terceira.
Passou então a abordar a legislação do qual é mestre, relembrando o triste acontecimento de 2001 com a proibição da sorte de varas e deixou a todos os participantes que com o novo Estatuto Administrativo da Região Autónoma dos Açores tudo é possível aja vontade política para o fazer.
Duarte Bettencourt
(continua)

0 comentários: