maio 30, 2009

A polémica Sorte de Varas

Já me pernunciei várias vezes sobre a Sorte de Varas e tenho tentado manter-me ao largo desta polémica que envolve a tauromaquia terceirense, o que é certo é que estou a ficar cada vez mais saturado de ouvir denegrir o aficionado taurino, onde me incluo com orgulho, com hipocrisia, uma tamanha falta de conhecimento e cultura taurina.
O recente processo de tentativa de legalização da sorte de varas na Região Autónoma dos Açores foi, quanto a mim, mal conduzido pelos deputados que moveram esta iniciativa, algo precepitado e segundo algumas fontes, o diploma, até tinha erros de português. O parlamento açoriano por sua vez deu uma péssima imagem de si próprio, nesta primeira iniciativa parlamentar no arranque do novo estatuto político administrativo regional. Primeiro as bancadas dos diversos partidos que compõe o parlamento açoriano tiveram liberdade de voto (?), coisa que me perturba e é para mim inconcebivél, pois pensava que nós os humanos tinhamos liberdade de decisão em tudo o que à nossa consciência diz respeito. Depois de ter dado liberdade de voto aos deputados do PS Açores, o presidente do Governo Regional, Carlos César, veio transmitir à comunicação social de que o Governo era contra a legalização da Sorte de Varas, aí é que a porca troceu o rabo, e os senhores deputados começaram a ver a sua rica vidinha a andar para trás, vendo-se obrigados a votar contra a Sorte de Varas para não porem em risco seu rico tachinho. Pressões, jogadas de bastidores, arrogância política, de tudo um pouco houve num parlamento eleito pelo povo, e para representar o povo e não para porteger interesses privados dos seus componentes. Até houve um deputado que assinou a proposta do diploma e desapareceu do mapa açoriano, niguém sabia dele, que vergonha. Meus senhores exige-se mais respeito e dignidade na representação do povo açoriano.
Mas há mais, foi com este mesmo governo rosa amarelado que foi aprovado por unanimidade a sorte de varas, aqui à uns anos atrás. Parece o vento que sopra, ora a sul ora a norte enfim é isto que temos.
Os aficionados terceirenses viram-se embrulhados nesta sujidade politica e nada nem niguém ganhou com isso, aos deputados foram-lhes destapados os seus interesses e fragilidades e a nós taurinos a possibilidade de termos uma festa melhor, digna e capaz de promover uma ilha tão esquecida como tem sido a ilha Terceira.
Duarte Bettencourt

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