julho 02, 2009

Triunfo para Vítor Ribeiro, C.A. José Albino Fernandes, Rego Botelho e José Vicente da T.T.T.

Por Duarte Bettencourt in Diário Insular

Corrida Concurso de Ganadarias

Casa cheia na afamada Corrida Concurso, última corrida da Feira de São João.
Os prémios atribuídos não foram referentes à feira no seu todo (como deveria ser) mas sim única e exclusivamente à corrida em questão.
Foram merecidos vencedores: Vítor Ribeiro na melhor lide ao primeiro da tarde; Casa Agrícola José Albino Fernandes com o toiro mais bravo, o número 241 lidado em primeiro lugar por Vítor Ribeiro; Rego Botelho com o toiro com melhor apresentação, o toiro número 475 que pesou na balança 600 kg e José Vicente pelos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, na pega da tarde ao toiro número 475 de Rego Botelho.
Numa corrida Concurso de Ganadarias deve-se dar primazia às apreciações aos toiros nela apresentados por isso começo pela divisa mais antiga a de Rego Botelho, que apresentou dois excelentes exemplares quer em apresentação, bonitos de hechuras, quer em bravura e nobreza, com destaque para o toiro número 493 lidado em quarto lugar por Vítor Ribeiro e para o justo vencedor do prémio de apresentação com o número 475.
Da Casa Agrícola José Albino Fernandes vieram dois toiros de linhas completamente distintas, o primeiro de número 241, bravo e nobre, de alegres investidas, saindo a galope após os cites do seu lidador, foi um toiro merecedor do prémio atribuído, já o segundo da linha da terra, saiu com menos som que o anterior, mas com a particularidade da sua bonita presença.
Os toiros da ganadaria dos Irmãos Toste ficaram aquém das expectativas, o que tinham de bonito em apresentação faltou-lhes em bravura.
Seguindo a apreciação dos cavaleiros, destaque sem dúvida para as duas lides ministradas pelo cavaleiro Vítor Ribeiro que, para além da boa brega desenvolvida, do desenho brilhante das sortes, da cravagem dos ferros e do remate dos mesmos, teve a sorte do seu lado saindo-lhe o lote com melhores condições de lide, o toiro 241 de JAF e o toiro 493 de RB.
No primeiro do seu lote os ferros foram colocados na sua maioria de praça a praça, saindo as reuniões ajustadas e ao estribo, rubricando a faena da tarde. No seu segundo montado na vedeta da sua quadra, o “Nicotina”, o cavaleiro da margem sul andou a gosto com cites vistosos, dando primazia ao toiro para cravar de alto abaixo e ao estribo, outra excelente lide de Vítor Ribeiro.
Manuel Lupi rumou à Terceira com ganas de triunfo, mas em bom tom se diga que deixou algo a desejar, no seu primeiro toiro de ferro IT e com número 93, andou bem com o “Sado” no primeiro tércio cravando dois ferros de boa nota, para depois sacar o “Wiskie” e em sortes ao piton contrário deixar ferros em reuniões desajustadas, muitos deles pescados. No seu segundo toiro andou mais ligado com o oponente desenvolvendo uma brega cingida, deixando com o “Saon” alguns ferros bem conseguidos quer na preparação, quer na abordagem, mas com a cravagem a sair algumas vezes de defeituosa colocação.
Marcos Tenório teve uma prestação superior à que teve na segunda corrida da Feira, desta vez não abusou em demasia da velocidade na aproximação às sortes, saindo estas mais ajustadas. No primeiro do seu lote destaque para a cravagem do terceiro e quarto da ordem montando o “Tivoli”, para depois finalizar com dois de palmo, um de boa preparação e colocação embora não tivesse ficado cravado, para colocar de seguida o que seria o segundo de palmo à meia volta. No seu segundo recebe o dos IT com o “Bombom” para lhe deixar dois ferros compridos de boa nota, para depois de passar em falso e já com os curtos deixar um bom ferro em contra-querença. Por fim sacou o “Tivoli” para deixar um bom ferro curto dando primazia à investida do oponente e deixar dois de palmo, tendo o último chegado com força às bancadas.
Nas pegas assistimos a um bom desempenho dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, sendo solistas: Helénio Melo, seguro e potente numa pega vistosa ao primeiro intento; Adalberto Belerique, a fechar-se bem para depois o toiro dar um salto estranho e cair, sendo bem ajudado pelo grupo comandado por si; José Vicente que realizou a pega da tarde, fechando-se com um misto de técnica, garra e valentia à primeira tentativa, sendo saudado nos médios sobre forte ovação.
Os do Ramo Grande não tiveram a sorte por seu lado nesta terceira intervenção na Feira de São João. No seu primeiro, que encostou o rabo às tábuas e de lá não saía, impossibilitando a realização da pega, César Pires porfiou e nada conseguiu sacar deste manso dos IT, de tudo tentaram, até pegar a sesgo junto da sua crença, mas aí o toiro saía violento e sem possibilidade de concretizarem a pega. De seguida e como recurso saíram à arena Miguel Pires e Manuel Pires para com raça se agarrarem ao manso de cernelha, que foi dada como consumada. Tarde de má recordação para Alex Rocha que após três tentativas de violentos derrotes, saiu em direcção à enfermaria e foi dobrado pelo valente Manuel Pires que aguentou barbaridades na cara do toiro, pegando à quinta tentativa, mal esteve o grupo nas ajudas a este toiro. Por insistência do público presente o forcado Manuel Pires deu a volta à praça sobre fortes aplausos. Por último e sem comprometer pegou bem à primeira tentativa o forcado André Parreira.

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