setembro 20, 2009

"Com ou Sem Bitola? Desentendimento na Moita"

por Sara Teles in Taurodromo.com


"António Garçoa - que dirigiu a última corrida da feira da Moita, foi indolentemente desrespeitado quando preparava a bitola para despontar as hastes dos exemplares com que João Augusto Moura se encerraria.

O bandarilheiro Pedro Gonçalves, que justificou a sua atitude com a defesa de João Augusto Moura e respectiva quadrilha, afrontou directamente o director atirando ao chão a bitola que lhe retirou das mãos.

A azeda troca de palavras passou pela explanação das razões de um e outro interveniente:

Por parte de Garçoa, "para além do devido cumprimento do regulamento, a importância da Feira, as excelentes condições da enfermaria e meios de socorro, o respeito que se deve ao aficionado e qualquer público" impunham a utilização da bitola.

Por Pedro Gonçalves a segurança e a responsabilidade de João Augusto Moura se encerrar com os seis exemplares deviam falar mais alto.

O director viu-se forçado a chamar os empresários a fim de afastar Pedro Gonçalves dos trabalhos que lhe cabiam levar a cabo, enquanto delegado técnico, antes do início do espectáculo e cumpriu assim "a olho" os 12 mm que impõem o regulamento.

António Garçoa garante que tornará pública a situação, já que a considera inadmissível, não só pelo desrespeito de que foi alvo como pelo que representa para a Festa a usurpação daquelas funções que cabem em exclusivo aos delegados técnicos tauromáquicos.

Acrescentou-nos ainda o director que apesar de a atitude haver partido exclusivamente do bandarilheiro Pedro Gonçalves e de João Augusto Moura haver tentado apaziguar a situação da melhor forma possível, não deixará de elaborar o devido relatório para a IGAC, descrevendo pormenorizadamente o sucedido."

1 comentários:

Nos Terrenos do Toiro disse...

Como aficionado que sou, sobretudo do toureio a pé, sinto que vou carregar até ao fim dos meus dias uma pontinha de frustração, não por me deixar interessar (a cada dia mais) por este singular espectáculo, mas sim por viver num pais em que esta arte deixa muitas vezes de ser um bailado para ser um teatro, devido ao facto de o toureio permitido em Portugal não ser totalmente verdadeiro.

Como se não bastasse tudo isso, ainda temos de assistir a estas tristes cenas que tornam a nossa festa cada vez mais suja e pobre, numa altura em que muitas vozes se levantam contra a tauromaquia as pessoas ligadas ao meio insistem na teoria do “cada um por si” e na falta de respeito pelos outros.

Oxalá isto mude.

“Saudações Taurinas”…