janeiro 15, 2010

"Em Março "64 – O toiro das Mulheres" em forma de livro"



"Será publicado em Março do corrente ano o livro intitulado “64 – O Toiro das Mulheres”, um livro da autoria de Liduíno Borba que retrata a vida, as peripécias e a morte do toiro mais internacionalizado de sempre.
Constituído por 192 páginas, a obra conta algumas das aventuras do toiro número 64 do ganadero Humberto Filipe, que ficou conhecido pelos altos muros e vedações que saltava, assustando sempre, por coincidência ou não, as senhoras que lá se encontravam.
Ilustrado com 98 imagens das mais incríveis façanhas do animal, o livro contém um capítulo destinado apenas a fotografias dos mais variados e altos saltos do conhecido toiro assim como contém também como anexo um DVD onde se podem ver duas reportagens sobre o animal da autoria de Manuel Bettencourt e Ivo Silva, dois bailinhos de Carnaval de 2009 inspirados no toiro entre outros conteúdos.
O autor do livro qualifica o 64 de Humberto Filipe “o toiro mais internacionalizado de sempre, uma vez que as fotografias do mesmo que foram colocadas na internet foram muito visitadas”, defende. “O facto de ter sido um toiro que só se interessava por saltar a grandes tapadas e paredes fez dele um animal de grande fama, que despertava a atenção de muita gente”, acrescenta Liduíno.
Puro ou estreado no ano de 2003 na freguesia dos Biscoitos, o toiro nascido em 1999 faleceu com uma trombose, doença rara neste tipo de animal, a 27 de Julho 2008, ano em que completava 9 anos.
Com 38 corridas realizadas, o apelidado “toiro das mulheres” foi alvo de grandes referências no Carnaval de 2009.
José Henrique Pimpão, crítico taurino, considera a ideia de publicar o livro da vida do toiro número 64 muito interessante, alegando que este “foi um toiro de muita fama e um toiro excepcional”.
Filho de um toiro de grande bravura, o crítico avalia o toiro não como bravo, mas como “toiro que dava espectáculo, que fazia graças e que atraía a população por isso”.
“A primeira tourada em que começou a dar que falar pelas suas qualidades taurinas foi na freguesia das Cinco Ribeiras, algum tempo depois de ter começado a ser corrido”, explica. “O animal foi dando várias touradas, umas melhores que outras, mas a tourada que considero ter sido a melhor daquele toiro foi uma no Pico da Urze, pois o animal provocou imensas peripécias e sustos às pessoas, embora tenham havido outras muito boas no Juncal e na Vila Nova também”, revela José Henrique Pimpão, sublinhando a grandiosidade do toiro.
José Henrique Pimpão adianta que a única família que resta do afamado toiro é um irmão que começará a ser corrido nas tradicionais touradas este ano e pelo qual se espera impacientemente de modo a ver se terá o mesmo sucesso que o 64, conhecido “toiro das mulheres”."

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