Antiga entrevista com Francisco Parreira.

Francisco Parreira, aficionado, embalsamador, embolador e criador de cavalos.

Relembrar a Corrida comemorativa dos 35 anos do Grupo da Tertúlia.

No ano que comemoram 45 anos, relembro a Corrida comemorativa dos 35 anos do Grupo da Tertúlia.

maio 31, 2010

Festa Brava de 29 de Maio

Destaques do próximo Toiros e Arraiais

Na próxima quarta-feira, dia 2 de Junho, irá para o ar o quarto programa do Toiros e Arraiais.
Esta semana o programa taurino da Viaoceanica irá mostrar um festejo organizado pela Casa de Saúde de São Rafael, um habitual apontamento do símbolo maior da tauromaquia terceirense, a tourada à corda e uma entrevista ao futuro cavaleiro de alternativa Rui Lopes.
Não perca mais um programa de Toiros e Arraiais, quarta-feira pelas 20 horas no Azores Global Tv.

maio 30, 2010

Agenda da Tourada à Corda do mês de Junho

1 de Junho, Terça-feira

Local: Terra Alta
Freguesia: São Mateus
Toiros de: CAJAF e HF

Local: Fonte
Freguesia: São Sebastião
Toiros de: ER

2 de Junho, Quarta-feira

Local: Terreiro
Freguesia: São Mateus
Toiros de: ER

Local: Rua da Igreja
Freguesia: Ribeirinha
Toiros de: JCG

3 de Junho, Quinta-feira

Local: Terreiro
Freguesia: Porto Judeu
Toiros de: HF

Local: Rua da Pereira
Freguesia: Santa Luzia
Toiros de: HF

Local: Cantinho
Freguesia: São Mateus
Toiros de: RB

Local: Serra de Santiago
Freguesia: Lajes
Toiros de: ER

4 de Junho, Sexta-feira

Local: Serra de Santiago
Freguesia: Lajes
Vacas de: ER

Local: Reguinho
Freguesia: São Bento
Toiros de: CAJAF

5 de Junho, Sábado

Local: Santo Amaro
Freguesia: Ribeirinha
Toiros de: CAJAF

Freguesia: Cinco Ribeiras
Toiros de: HF

Local: Terreiro
Freguesia: São Mateus
Toiros de: ER

Local: Canada dos Pastos
Freguesia: Santa Cruz
Toiros de: HF

6 de Junho, Domingo

Local: Terreiro do Passo
Freguesia: Ribeirinha
Toiros de: CAJAF

Local: Terra do Pão
Freguesia: São Mateus
Toiros de: RB

7 de Junho, Segunda-feira

Local: Bicas de Cabo Verde
Freguesia: São Pedro
Toiros de: EG

10 de Junho, Quinta-feira

Local: Estrada Regional
Freguesia: Fonte do Bastardo
Toiros de: FS

Local: Bicas de Cabo Verde
Freguesia: São Pedro
Toiros de: EG

12 de Junho, Sábado

Local: Praça
Freguesia: Vila Nova
Toiros de: ER

Local: Largo da Igreja
Freguesia: Santa Bárbara
Toiros de: ER e MJ

Local: Corpo Santo
Freguesia: Conceição
Toiros de: CAJAF

13 de Junho, Domingo

Local: Figueiras Pretas
Freguesia: São Pedro
Toiros de: NT

Freguesia: Doze Ribeiras
Toiros de: HF

14 de Junho, Segunda-feira

Local: Boa Hora
Freguesia: Terra-Chã
Toiros de: FS e HF

20 de Junho, Domingo

Local: Prainha
Freguesia: Sé
Bezerros de: RB

21 de Junho, Segunda-feira

Local: Avenidas
Freguesia: Conceição
Toiros de: FS, JCG, GO e MJ

22 de Junho, Terça-feira

Local: Porto das Pipas
Freguesia: Conceição
Toiros de: HF

23 de Junho, Quarta-feira

Local: Rua de São João
Freguesia: Sé
Bezerros de: EG

24 de Junho, Quinta-feira

Local: Altos das Covas
Freguesia: São Pedro
Toiros de: ER

26 de Junho, Sábado

Local: Porto de São Fernando
Freguesia: Porto Martins
Toiros de: EG

29 de Junho, Terça-feira

Local: Senhora da Ajuda
Freguesia: Vila Nova
Toiros de: HF

Legenda/Ganaderos:
FS - Francisco Sousa
RB - Rego Botelho
CAJAF - Casa Agrícola José Albino Fernandes
ER - Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
EG - Eliseu Gomes
HF - Humberto Filipe
JCG - João Cardoso Gaspar
MJ - Manuel João Rocha
NT -Nelson Toste

Festa Brava de 22 de Maio

maio 28, 2010

Festa de Campo do Curso de Carpintaria do PROFIJ 2010

Os alunos do Curso de Carpintaria Nível II do PROFIJ, da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, realizaram no passado dia 28 de Maio, no Tentadero da Ganadaria de Humberto Filipe, uma Festa Campera. 
Foi bonito presenciar a juventude em contacto com as reses bravas, mesmo em condições climatéricas próprias do Inverno Açoriano, e não de uma Primavera que tarda em chegar, assim se fomenta a aficion pela Festa Brava, assim se criam novos aficionados.
Fiquem com os momentos fotográficos captados no Tentadero de Humberto Filipe.

Duarte Bettencourt



Programação Tv para aos próximos dias

Sábado, 29 de Maio

12h00m - Dehesa Brava - Tv Extremadura

13h00m - Grana y Oro - Castilla y Leon Tv

13h10m - Festa Brava - RTP A

18h00m - Arte & Emoção - RTP 2

23h20m - Tendido Cero - TVE i

Domingo, 30 de Maio

12h00m - Tierra de Toros - Tv Extremadura

15h25m - Toros para Todos - Andalucia TV

16h40m - Novilhada -  Andalucia TV

Quarta-feira, 2 de Junho

20h00m - Toiros e Arraiais - Azores Gobal Tv

(Hora dos Açores)

maio 26, 2010

Toiros e Arraiais de 26 de Maio

maio 24, 2010

Destaques do próximo Toiros e Arraiais


Na próxima quarta-feira, dia 26 de Maio, irá para o ar o terceiro programa do Toiros e Arraiais.
Esta semana o programa taurino da Viaoceanica irá mostrar os bastidores de uma corrida de toiros, um habitual apontamento da tão peculiar tourada à corda e uma reportagem do III Festival Luís Fagundes.
Não perca mais um programa de Toiros e Arraiais, quarta-feira pelas 20 horas no Azores Global Tv.

maio 23, 2010

Arte & Emoção de 22 de Maio

maio 22, 2010

Programação Tv para a próxima semana

Sábado, 22 de Maio

12h00m - Dehesa Brava - Tv Extremadura

13h00m - Grana y Oro - Castilla y Leon Tv

13h10m - Festa Brava - RTP A

17h30m - Arte & Emoção - RTP 2

23h30m - Tendido Cero - TVE i

Domingo, 23 de Maio

12h00m - Tierra de Toros - Tv Extremadura

15h25m - Toros para Todos - Andalucia TV

Quarta-feira, 26 de Maio

20h00m - Toiros e Arraiais - Azores Gobal Tv

(Hora dos Açores)

maio 20, 2010

Azores Global Tv transmite em directo o III Festival Luís Fagundes

O canal de video da Viaoceanica transmite amanhã desde a Praça de Toiros Ilha Terceira, o III Festival Luís Fagundes.
Relembre-se que o cartel é composto pelos cavaleiros Tiago Pamplona, Alexandre Gomes e Marcelo Mendes. Os toiros a lidar pertencem às ganadarias de Rego Botelho e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues. As pegas estarão a cargo do grupo organizador, os Amadores do Ramo Grande capitaneados por Filipe Pires.
Não perca amanhã pelas 20 horas e 30 minutos no Azores Global Tv.

maio 19, 2010

Toiros e Arraiais de 19 de Maio

maio 18, 2010

III Festival Luís Fagundes é na próxima sexta-feira

Festa Brava de 16 de Maio

Bilheteira da Feira de São João abre amanhã na Rua Direita

Os bilhetes para a Feira de São João deste ano vão estar à venda, a partir de amanhã, no local habitual na Rua Direita. Os bilhetes podem ser adquiridos de segunda a sexta-feira, das nove horas ao meio dia e entre as catorze e as dezoito horas, enquanto que aos sábados a bilheteira irá funcionar das nove às treze horas.

Quinta-feira Corrida de Toiros na TVI

Na próxima quinta-feira, dia 20 de Maio, pelas 21 horas e 15 minutos, o canal TVI transmite em directo da Praça de Toiros do Campo Pequeno, a corrida do 4º aniversário da reinauguração da primeira praça do país.
O cartel é composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol e Rui Fernandes, e pelos matadores de toiros Luís Vital "Procuna" e Miguel Angel Perera. O curro de toiros pertence à ganadaria de Varela Crujo.

maio 14, 2010

Programação TV

Sábado, 15 de Maio

12h00m - Dehesa Brava - Tv Extremadura

13h00m - Grana y Oro - Castilla y Leon Tv

13h10m - Festa Brava - RTP A

23h25m - Tendido Cero - TVE i

Domingo, 16 de Maio

12h00m - Tierra de Toros - Tv Extremadura

15h25m - Toros para Todos - Andalucia TV

17h30m - Arte & Emoção - RTP 2

Quarta-feira, 19 de Maio

20h00m - Toiros e Arraiais - Azores Gobal Tv

(Hora dos Açores)

maio 11, 2010

Festa Brava de 8 de Maio

Toiros e Arraiais o novo programa taurino da Azores Global TV



O canal de vídeo Azores Global TV, emite a partir das vinte horas de quarta-feira, dia 12 de Maio, um programa taurino semanal da responsabilidade do aficionado Duarte Bettencourt. O mesmo conta com a realização e edição de Marco Coelho e produção da Viaoceanica.
O primeiro programa de Toiros e Arraiais irá mostrar o Festival de Beneficência, a favor das vitimas do temporal de Dezembro passado na freguesia de Agualva. Irá também apresentar o VI Festival de Capinhas da Ilha Terceira, que contou este ano com a presença de recortadores espanhóis e uma reportagem do primeiro dia do inicio da temporada taurina açoriana no que concerne à tourada à corda.
Não perca Toiros e Arraiais. O magazine da tauromaquia açoriana.

maio 04, 2010

Corrida de Rejoneio amanhã no Andalucia Tv

O canal autonómico Andalucia Tv, transmite amanhã apartir das 16 horas e 25 minutos, a corrida de rejoneino integrada na Feria del Caballo de Jerez de la Frontera. Do cartel fazem parte os rejoneadores Fermin Bohórquez, Pablo Hermozo de Mendoza e Diego Ventura, irão lidar-se toiros da ganadaria de Fermin Bohórquez.
Não perca!

Duarte Bettencourt

"Tauromaquia e Turismo"

Arlindo Teles em entrevista ao Diário Insular

A tauromaquia terceirense reúne um conjunto de qualidades que podem potenciá-la como produto turístico. Mas para tal é necessário colmatar alguns problemas: cobrir a praça de toiros, consolidar a Rota do Toiro e qualificar as touradas de praça. São estes os propósitos de Arlindo Teles, re-eleito presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (TTT).

Qual é o principal projeto para os próximos dois anos como presidente da Tertúlia tauromáquica Terceirense?

Vamos concentrar as nossas energias na continuação de vários projetos que já estavam a decorrer no anterior mandato. Aliás, a continuidade desta direção tem esse objetivo: garantir a finalização de um conjunto de assuntos que ainda estão pendentes. Concretamente, o Taurotur, que se divide em várias iniciativas. Por exemplo, a Rota do Toiro está criada, mas ainda há várias coisas por fazer, nomeadamente a conclusão do Monumento ao Toiro, erigir o Museu Regional da Tauromaquia, para o qual já existe maquete, mas não há qualquer decisão sobre a sua construção, e todas as restantes questões relacionadas com a estruturação da festa brava. No fundo, o Taurotur – que é um projeto abrangente – pressupõe a organização da oferta, assim como a melhoria da qualidade e das estruturas. Quando falamos em infraestruturas, falamos, por exemplo, na cobertura da praça de toiros...

Que não é um projeto novo...

Exato. Aliás, a Tertúlia Tauromáquica Terceirense fala nele, porque é uma entidade interessada, mas no qual pode não vir a ser participante. Porque, como se sabe, a praça de toiros é propriedade de uma entidade privada. A Tertúlia é sócia, mas é minoritária.

O que falta para o projeto se concretizar?

Neste momento, há um esboço. Mas continua por definir o financiamento.

Foram feitas contas?

A Tertúlia, por si, não fez qualquer diligência no sentido de quantificar essa obra. Mas sabemos que a sociedade que é proprietária da praça de toiros já deu passos nesse sentido. Mas é uma informação que não disponho.

Que outras necessidades há em termos de infraestruturas?

Esta apenas. Para lá desta questão infraestrutural, existem várias questões estruturantes para a melhoria da festa brava na Terceira e nos Açores, particularmente duas: a reintrodução da sorte de varas, condição essencial para o incremento qualitativo; e a evolução do toiro, no sentido de deixarmos de lidar novilhos. Ou seja, em termos comportamentais, a Terceira está num patamar muito bom, mas se queremos ter uma praça de toiros com grande projeção, com prestígio internacional, não podemos continuar a chamar corridas de toiros e a contratar matadores para lidarem novilhos.

Mas não são lidados toiros de quatro anos?

Lidamos toiros de três anos da Feira de São João. Isso é um problema...

Mas são apresentados como toiros de quatro anos...

Não o deviam fazer. São lidados toiros de quatro anos. Mas não são a regra.

Por que não são contratados curros com animais de quatro anos?

Há várias razões. Primeiro, é mais caro manter o toiro mais um ano. Depois, efetivamente, sem a sorte de varas e outros aspetos associados às garantias de categoria, os próprios artistas têm preferido o novilho. Em boa verdade, durante muitos anos – quer aqui quer no continente – o novilho era o animal escolhido, quer no toureio a pé como no toureio a cavalo. Contudo, nos Açores, essa situação mantém-se. E temos que ser nós a alterar essa situação. Até ao nível da apresentação se melhorava com essa alteração. Um toiro de quatro anos é um animal adulto, com pítons mais desenvolvidos, com outro sentido, dando mais seriedade à lide...

Interpreto essa resposta como uma crítica: ou seja, promovemos corridas de toiros, que, na realidade, são novilhos; e contratam-se artistas para os tourear...

Porque não são picados...

Mas esses artistas aceitam essa situação como proteção física?

Não é tanto por proteção física. Porque há sempre esse cuidado, obviamente. Mas, acima de tudo, procuram defender o seu nome, a sua projeção em termos artísticos. Se um toiro de quatro anos não é picado, tem mais sentido e é de mais difícil lide. Daí os artistas preferirem o novilho, porque apresenta mais garantias de toureabilidade...

As ganadarias locais têm condições para oferecer curros de quatro anos?

Têm. Mas não nos podemos esquecer que essa opção acarreta custos mais elevados para a organização da corrida. Mas não é por aí que se inquina essa possibilidade. Os ganhos conseguidos no espetáculo em si com um curro de quatro anos suplantariam esse acréscimo na despesa. Porque não estamos a falar de diferenças monetárias enormes.

Já que falamos em custos: nos últimos tempos têm-se sucedido notícias sobre os custos da Feira de São João. A Tertúlia entende que a população terceirense percebeu a discussão?

Temo que não. Podem ter surgido algumas interpretações enviesadas. Como dissemos na altura: é legítimo – e defensável – que as contas das Feiras sejam transparentes e apresentadas. Mas essa apresentação tem de ser rigorosa. Porque arrolar cachets de artistas tauromáquicos, pondo os valores que auferiram – num espetáculo pago – ao lado de valores pagos a outros artistas, nomeadamente da área musical – onde não há bilhetes à venda – não é uma comparação rigorosa. Além disso, os cachets referenciados não refletem todos os custos e todos os agentes envolvidos nessa organização. Ou seja, as contas devem – e têm de ser – apresentadas. Mas isso deve ser feito com rigor...

As organizações não terão contribuído para este estado nebuloso? Porque nunca houve o cuidado de apresentar as contas...

Pode ter havido esse problema. Por isso, defendemos transparência e rigor nesse aspeto. Se calhar, com mais algum conhecimento dos intervenientes, evitava-se este tipo de confusões e problemas. Há orçamentos de feiras que – tendo a experiência que se tem sobre a organização deste tipo de eventos, nomeadamente as previsões de assistência – já se sabia que dariam prejuízo. A não ser que haja uma enorme capacidade de explorar a bilheteira, ou de arranjar patrocínios que colmatem a ausência de praças cheias. Sabemos que uma corrida que não consiga encher, pelo menos, 60 por cento da bancada, dá, em princípio, prejuízo. Ou melhor, quando os custos da corrida são superiores às receitas geradas por uma assistência na ordem dos 60 por cento da capacidade da praça, aí haverá problemas. Aliás, é fácil ter 60 por cento da bancada da praça preenchida. O problema é quando o custo da corrida ultrapassa o valor dessa receita. E, pelo que vou vendo, tem faltado muito marketing nas feiras de São João, no sentido de potenciar bilheteiras acima dos 60 por cento...

Acredita-se simplesmente que o aficionado vem à praça...

Exato. E nem sempre é assim. Por exemplo, em 2002, organizamos a primeira corrida de gala – cujo cartel nem era nada de fantástico – mas apostamos muito no marketing e na promoção dessa corrida. E seis horas antes do início da corrida, estavam a ser vendidos, avulso, os últimos bilhetes de camarote.

Qual foi o segredo?

Usamos todos os meios de comunicação ao nosso dispor: cartazes, outdoors, notícias, mailings pela Internet e pelo correio; ou seja, marketing direto muito agressivo. E essa atitude, em minha opinião, tem sido descurada muitas vezes. Por isso, defendemos que nessas áreas devem estar organismos com experiência, que sabem montar bons espetáculos, sem cairmos em orçamentos que não se podem comportar...

É uma crítica às organizações das feiras de São João? Para a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, as organizações deveriam ser outras?

Deve ser outro modelo. Não falamos em pessoas, porque todos quantos passaram pela organização desse evento, procuraram, sem qualquer dúvida, fazer o melhor que podiam e sabiam...

Que modelo defendem?

Há alguns anos, apresentamos à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo – e esta proposta está integrada no Taurotur – um projeto em que a Tertúlia se compromete a fazer a gestão da componente taurina das Sanjoaninas no médio/longo prazo – cinco anos, por exemplo. Esta proposta assenta em vários pressupostos: por um lado, a Tertúlia tem capacidade negocial em termos bancários e, como entidade de utilidade pública, pode explorar o mecenato, cuja regulamentação permite benefícios fiscais aos patrocinadores; por outro lado, um projeto desta natureza diluído por quatro ou cinco anos, melhora a capacidade de defesa orçamental, de diluição de custos. Além disso, esta proposta define que a autarquia – numa ótica de promoção da cidade e da festa - contribui com um valor fixo anual para a Feira de São João (valor que não é a parte de leão do orçamento), mas deixará de ter risco. Ou seja, os prejuízos recaem sobre a Tertúlia e não sobre a Câmara Municipal de Angra, que, até aqui, assume e cobre os prejuízos de cada feira. Portanto, essa responsabilidade ficará na alçada da organização – a Tertúlia, no caso.

A proposta nunca teve resposta?

Até agora, não.

E quando foi apresentada?

Em 2007.

E continuam a defender essa solução?

Sim. Porque a Tertúlia tem uma excelente rede de contatos nesta área; porque o modelo responsabiliza a Tertúlia e não a autarquia, que contribui para a festa, mas não é a tábua de salvação da mesma.

O modelo é só para a Feira de São João?

Poderá estender-se a outros. Poderíamos chegar a um ponto em que os resultados obtidos justificassem outros eventos. E até com a praça de toiros coberta, o leque de opções alarga-se ainda mais.

Até que ponto uma feira como a das Sanjoaninas é atrativa para os aficionados de outros países, particularmente os espanhóis, que têm imensas corridas, de qualidade indiscutível? Que grande atrativo terá a Terceira em termos taurinos, que leve um turista a suportar os custos elevados com trasnportes, estadias, alimentação e outros custos, quando, por uma parcela desses valores pode ir a Las Ventas ou outra praça do mesmo calibre?

É possível conseguir que eles cá venham. Obviamente que, previamente, temos de organizar a oferta. Daí o Taurotur. Porque, de facto, não é apenas pela Feira de São João que um turista cá vem...

A Feira não vale sozinha.

Exato. Aliás, as feiras atuais não atraem ninguém. E voltamos ao mesmo: a ausência da sorte de varas retira, à partida, qualidade às lides, fazendo com que, aqui e ali, surja uma faena de grande qualidade. Quando a sorte de varas permitiria que essas faenas fossem a regra e não a exceção. Temos, atualmente, mais toiros que não permitiram o triunfo por ausência desse tércio, do que faenas que ficaram na memória dos aficionados locais. Tenho a noção que este assunto da sorte de varas já pode cansar algumas pessoas. Mas insisto nele porque, de facto, esse tércio é um ponto fundamental se queremos qualificar e internacionalizar a festa brava. Sem essa qualidade não é fácil trazer turistas. Além deste fator fundamental, a organização da oferta passa também por outras questões, como a Rota do Toiro. No fundo, se queremos explorar este mercado, temos de ver o que se faz noutros países.

Como?

O turista taurino é um turista culto, que, além das corridas, gosta de visitar museus, de conhecer a cultura local, de ter uma experiência complementar à corrida ou às corridas que veio ver. Temos muito a percorrer neste sentido. Os transportes são caros e faltam-nos vários atrativos. O somatório destas partes permite que se disponibilizem pacotes de vários dias, que sejam atrativos para os turistas taurinos.

As ganadarias locais, por exemplo, estão preparadas para receber este tipo de visitas?

Algumas já o podem fazer, caso da casa Rego Botelho na Caldeira Guilherme Moniz. Mas para percebermos a que me refiro quando falo em oferta organizada e pacotes atrativos é necessário explicar o que é a Rota do Toiro que propomos. Esta prevê a venda unitária ou a grupos do seguinte pacote: um briefing na Tertúlia e visionamento de um filme de 15 minutos. Depois, passagem pelo Museu Regional da Tauromaquia; visita à praça de toiros; passagem pelo Monumento ao Toiro; seguindo-se uma visita às ganadarias. Aqui, várias podem ser vistas do caminho, outras podem ser visitadas. O “safari” fotográfico pode ser orientado no sentido de potenciar as belas paisagens do interior da nossa ilha. Por exemplo, uma fotografia na ganadaria Rego Botelho, tendo a Caldeira Guilherme Moniz em fundo é um produto muito bom. Se estes passeios ocorrerem no inverno ou, no verão, em dia que não há touradas, o turista pode aproveitar a paisagem. Mas, se essa visita decorrer num dia de tourada à corda, não duvide que a vivência social que se cria nesse momento será altamente apreciada pelos turistas taurinos. Não tenho a menor dúvida disso. Porque, nos outros países, a ganadaria é um universo muito fechado. Aqui não. Tudo isto para dizer que o produto turístico que propomos resulta da articulação de todos estes fatores. E que a sua conjugação permitirá qualificar a festa brava e internacionalizá-la. Obviamente que este será um nicho de mercado e não o centro do setor turístico local e regional. Mas a oferta turística é feita de várias opções, muitas delas direcionadas para nichos de mercado.

Em que estado está o projeto do Museu Regional da Tauromaquia?

Temos uma maqueta. Mas não há qualquer decisão sobre a sua localização. Desejávamos que ele ficasse no talude entre a sede da Tertúlia Tauromáquica e a praça de toiros. Ou seja, nos terrenos traseiros aos curros. Mas, nesta fase, ainda está tudo a ser negociado. O nosso projeto, para lá dessa questão, engloba um pequeno auditório, uma zona de merchandising e uma zona de exposições (com salas grandes com cerca de 100 metros quadrados cada uma) organizada em três eixos: uma dedicada à evolução e execução do Monumento ao Toiro, outra dedicada ao toureio a cavalo, ao toureio a pé e aos forcados, e outra dedicada à tourada à corda. Estas são as três áreas chave desse projeto.

Quando a Rota do Toiro estará a funcionar em pleno?

Parte dessa rota pode funcionar já este ano. O Monumento ao Toiro deve ser inaugurado em outubro, a par do congresso mundial de ganadeiros. Ficando a faltar o Museu, para o qual não temos horizonte temporal.

O que traz esse congresso à Terceira? Será uma organização para entendidos, ou é possível alargar o público?

Acho que é possível alargar a assistência. Aliás, no ano passado, no Fórum Mundial da Cultura Taurina, assistiram aos trabalhos pessoas que não estavam ligadas a qualquer organização taurina. E queremos alargar este tipo de eventos quer no estrangeiro quer a nível local. Mas a grande virtude desse tipo de eventos a nível internacional é a projeção externa que garante à nossa tauromaquia. Daí a nossa aposta em três eventos de grande impacto internacional: tivemos o Fórum Mundial da Cultura Taurina em 2009; temos o Congresso Mundial de Ganadeiros; e, em 2011, repetimos o Fórum Mundial da Cultura Taurina. É um trabalho de continuidade, para garantir a projeção da ilha no exterior. Vamos tendo mais relevância, vamos sendo conhecidos cada vez mais lá fora. E, internamente, este tipo de organizações vai consolidando o reconhecimento da tauromaquia como uma grande atividade cultural.

O que será este congresso?

O Congresso Mundial de Ganadeiros ocorre de três em três anos, reunindo todas as federações nacionais de ganadeiros tauromáquicos, onde se procura discutir todos os temas ligados à criação e lide do gado bravo, nos mais variados aspetos. Ele difere um pouco do Fórum Mundial da Cultura Taurina, porque se debruça mais sobre as componentes científicas do toiro.

Em 2010, a Tertúlia foi distinguida pelo Senado espanhol. Isso deveu-se à organização do Fórum Mundial da Cultura Taurina?

O Fórum foi a pedra de toque. Mas não foi só ele que nos permitiu esse galardão. Temos um conjunto de projetos a decorrer – e outros na calha - que são conhecidos e reconhecidos no estrangeiro. Tudo isso deu-nos esta visibilidade. Aliás, a justificação do prémio realça a atividade cultural da Tertúlia a nível internacional em defesa da festa brava. Este foi o mais alto galardão alguma vez atribuído a uma associação taurina portuguesa. E isso honra-nos muito. Aliás, deve também orgulhar a ilha, porque o galardão premeia a aficion desta ilha.

As intervenções da Tertúlia, tendencialmente, ligam-se à componente artística e erudita do toureio. Quando na ilha, a maior expressão taurina é popular. Têm dado atenção a essa vertente?

Claro. A génese da aficion terceirense – e açoriana em geral – é a tourada à corda. No entanto, por respeito institucional, temos deixado as principais intervenções públicas sobre essa vertente da nossa tauromaquia para outras organizações, nomeadamente para a associação de ganadeiros da tourada à corda.

Na vossa opinião, o regulamento recentemente aprovado para tourada à corda beneficia essa tradição?

No final, conseguiu-se um documento melhor do que a proposta inicial. Não é o regulamento ideal, mas é melhor do que se esperava. O problema, em meu entender, é que temos muito poucos políticos conhecedores desta realidade, para se pronunciarem adequadamente. E isso resulta em algumas incoerências. E, mais grave, devido a isso, continuamos incapazes de evoluir. E digo isto tanto sobre a tourada à corda como em relação à tourada de praça…

A sorte de varas é uma espinha na vossa garganta…

Pois. Que terá de ser resolvida. Porque a evolução qualitativa da tauromaquia terceirense está, em grande parte, comprometida por causa da proibição desse tércio. Continuaremos a ter uma tauromaquia interessante e simpática. Mas nunca teremos uma tauromaquia equiparada a outras zonas do globo, o que nos impede de pensar em grande, de evoluir para outros patamares e outros níveis de exposição internacional, o que tem benefícios evidentes em termos turísticos e, por essa via, económicos.

Os sentimentos anti-taurinos estão a ganhar-vos terreno?

Não creio. Tem é existido mais atenção a essa discussão. Esses sentimentos, no meu entender, têm origem em pessoas que se assumem cheias de certezas, mas que, em boa verdade, desconhecem por completo a realidade taurina. Nota-se que se apresentam medidas radicais e posições extremadas sobre algo que não se conhece, nem se compreende. São pessoas que apregoam os direitos, mas que, com as suas medidas, não fazem outra coisa do que restringir os direitos dos outros. Além disso, entendo que muitas destas posições resultam de uma antropomorfização – a síndroma de Walt Disney – em que os animais são postos a falar e a pensar como os humanos. Quando, na realidade, isso não é assim. Os amantes da festa brava conhecem as características dos animais, fisiológicas e comportamentais, e admiram o toiro nessa vertente. Há estudos científicos que comprovam esta realidade. A tauromaquia é uma cultura, por isso é identidade. Por isso, repudiamos que se procure proibir isto ou aquilo. Acho legítimo que, não gostando da tauromaquia, essas pessoas e organizações tenham intervenções no sentido de sensibilizar a população para a sua causa. Mas essa sensibilização não significa a proibição pela via política, quando a adesão aos espetáculos tauromáquicos prova que uma grande faixa populacional não recusa esse tipo de eventos. Não me parece de todo legítimo, por isso, que uns quantos políticos, pressionados por esta ou aquela organização, possam proibir algo que, em boa verdade, continua a ter índices de adesão muito elevados, em várias partes do planeta. Se falássemos de eventos em que a população não aderisse, aí a festa brava morria naturalmente.

Por via da exibição do sangue, não é fácil cativar a atenção das pessoas para a defesa contra a festa brava?

De facto, a posição das organizações anti-taurinas é mais fácil de defender do que os argumentos dos taurinos. Porque a festa é cruenta – porque há sangue – mas não é cruel. Haveria crueldade se o homem enfrentasse o animal e este estivesse indefeso. Mas não é assim. Toda a tauromaquia é baseada num código de ética, onde o homem propõe-se enfrentar um animal, e vencê-lo, mas dando-lhe a oportunidade de o ferir e, eventualmente, de o matar. A luta é igual. Se as pessoas não sabendo diferenciar o que é cruento do que é cruel e não sabendo que as caraterísticas do toiro não são as mesmas do homem, nem que a relação das espécies é igual, dificilmente percebem esta situação. A radicalização dos conceitos gera uma sociedade intolerante.

Os aficionados têm sabido defender a sua posição?

Se insistirem em argumentos apaixonados, em defesa de tradições, perdemos pontos. A discussão tem de basear-se em argumentos racionais, em análises científicas, na evocação da tauromaquia como uma cultura. Tem de haver uma análise intelectual da festa brava. É frágil defender a tauromaquia apenas pela tradição. Mas, em resumo, acho que os taurinos têm sido capazes de apresentar argumentações muito válidas e convincentes. Apesar de alguns órgãos de comunicação generalista votarem a tauromaquia a uma espécie de gueto informativo. Acho que, algumas vezes, falta equidistância na abordagem a estas matérias.

maio 03, 2010

NB de Maio

"A partir do próximo dia 4 já poderá encontrar nas bancas a sua NB de Maio.
Nesta quinta edição do ano, com grande variedade de temas, damos destaque às entrevistas que fazemos a quatro cavaleiros. A Gilberto Filipe, no início de um ano que deverá ser decisivo para a sua carreira, e a outros três que cumprem em 2010 os seus 15 anos de alternativa: Francisco Cortes, Francisco Núncio e Marco José.
Outra peça de interesse relacionada com o toureio a cavalo, intitula-se: Tal pai Tal filho! Nela se faz a comparação e as semelhanças entre sete cavalos que brilharam nas arenas e sete filhos seus que seguem as pisadas toureiras dos progenitores.
Fomos ao campo fotografar as Camadas para a temporada de 2010 e apresentamos o melhor dos quatreños de David Ribeiro Telles e Veiga Teixeira.
Estivemos na III Festa do Forcado. Com o avançar da temporada, fizemos reportagem nos festejos realizados em Évora, Alcochete, Serpa, São Manços, Montijo, Campo Pequeno, Barrancos, Salvaterra de Magos, Redondo, Santo António das Areias, Alter do Chão e Sobral de Monte Agraço.
Num curta incursão a terras de Espanha, fomos até San Jorge de Alor assistir ao triunfal debute de luces do Miguel Gonçalves, de 14 anos, filho do matador de toiros José Luís Gonçalves.
Para além disto, pode ler as nossas rubricas habituais: Taurocultura e Álbum de Memórias (Vítor Escudero), Tertúlia “NB” (David Leandro), Da Barreira (Carlos Martins), À Boca do Burladero (Catarina Bexiga), Recordações a Preto e Branco (António José Zuzarte), História do Toiro Bravo (José Henriques), Fotografias com História (Duarte Chaparreiro), Figuras do Campo Ribatejano (Sérgio Perilhão), ABC da Tauromaquia, Feiras de Espanha e o mais completo Cartaz de Toiros.
Mais uma NB feita com muita afición a pensar em si, caro Leitor. "

maio 02, 2010

Corrida de hoje em Madrid no TeleMadrid

Sexta-feira passada noticiei aqui no TT, que hoje dia 2 de Maio, o canal Andalucia TV iria transmitir em directo a corrida goyesca incluída na  Feria de la Comunidad de Madrid. Acabo de constatar que a mesma não irá ser tele-visionada pelo Andalucia TV, não sabendo as reais razoes da alteração sua programação. Deixo-vos a informação que a mesma poderá ser assistida através do canal TeleMadrid.

Duarte Bettencourt