junho 30, 2015

ADOLFO - Artigo de Opinião de António D´Almeida Bello

por António D´Almeida Bello

ADOLFO

“Nós temos que fazer sentir ao poder político, que nos manifestamos a favor da sustentação da nossa Festa e das nossas ganadarias”, por Adolfo Lima, presidente da Assembleia Geral da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Respeitando estas sábias palavras, Arlindo Teles e restantes membros da Direcção da TTT, congratularam-nos, por oito mil euros, um Miura rejeitado noutras praças por terras de nuestros hermanos. Em tons amiúdes e em tetracorde diz-se por lá: “Quem são aqueles tolos das ilhas dos Açores?”.
No último comunicado da Direcção da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, posto a circular poucas horas antes da corrida de 28 de junho, entitula-se a ”Direcção da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, como organizadora do dito festejo”. Fez-se luz. Então a entidade organizadora das corridas de São João 2015 não é a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, instituição de utilidade pública, mas apenas e só os exemplares que compõem a Direcção desta mesma Tertúlia, onde se inclui os idóneos director de corrida e médico veterinário do Concurso de Ganadarias.
Dito dessa forma, podemos balizar bem o fio que separa uma instituição bem sucedida de um grupo de amigos criados à sombra.
Vamos por partes.
Na apresentação da corrida, há três meses, segundo a Direcção da TTT, foram apresentados todos os intervenientes no espectáculo tauromáquico do passado dia 21 de junho e o Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande conhecia a ordem de saída dos toiros. O GFARG  diz o contrário, mas a Direcção da TTT continua a afirmar perante os aficionados que este grupo de forcados, também dessa terra mas menos urbes, mentem com todos os dentes.
Mas mais aldrabões existem ou então não percebem o idioma terceirense desta semi-nua Direcção. Bruno Cardoso suplente da Direcção da TTT, Vitor Ribeiro e a Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), são alguns desses exemplos.
Imagine-se, vem esta mesma Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), no dia 27 de Junho,  clarificar Arlindo Teles e José Parreira que entre 2000 e 2015 se pode “concluir que em nenhum concurso de ganadarias de Évora foi utilizada a antiguidade espanhola.” E que em Vila Franca, segundo esta mesma APCTL, também prevaleceu a antiguidade defendida pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. E esta heim!?
Todos estes esclarecimentos foram remetidos para o correio electrónico da gerência de Arlindo Teles & Associados, Lda, e já antes, em 2010, também o parecer à proposta de Regulamento Geral dos Espectáculos Tauromáquicos de Natureza Artística subscrita por vários signatários tinha sido remetida para a Assembleia Legislativa por gerencia@arlindoteles.com. Mas a Tauromaquia dos Açores e a Tertúlia Tauromáquica Terceirense igualmente têm serviços de consultoria ou mediação imobiliária?
E entende esta Direcção que bom mesmo é viajar. Nas excursões taurinas a Espanha, para participação em feiras e afins, tanto evocadas nas assembleias gerais da TTT, como são descriminadas as muitas despesas realizadas?
Quanto ao sr. Vinhas, fez muito bem marcar uma posição. Viva a Feira de São João 2016. 
Também a Associação Nacional de Grupo de Forcados vem dizer por escrito que a lei existe e é para ser cumprida por todos os grupos. Será que se referiam ao artigo 37º da Constituição da República Portuguesa, onde ninguém, nem mesmo um cabo de forcados, pode impedir ou limitar por qualquer tipo ou forma de censura o direito que todos têm de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento?
Mas parece que Duarte Bettencout não foi caso isolado. Em 2012 já Arlindo Teles acusava os órgãos de comunicação social de “falta de isenção”. Ou seja, como não prestam culto ao dito cujo que é administrador desta Direcção há mais de 10 anos, importa marginalizar.
E o toiro da ganadaria Rego Botelho, com peso da rés superior a 560 kg, convidado a participar na corrida do passado dia 24 de Junho, também foi outro dos visados. Logo após o sorteio, soube o toiro, que iria ser pegado por 18 forcados do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, com direito a volta na praça, e num acto de pura rebeldia chamou a atenção do médico veterinário da dor que sentia na unha esquerda de uma patinha, sendo-lhe atestado abate directo e imediato, para tristeza do cabo de forcados, Adalberto Belerique, que já tinha escrito um novo email e agora já nada pode fazer sobre os direitos de imagem deste espécime.

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