junho 23, 2015

Comunicado da Direcção da TTT

COMUNICADO

Face à desinformação que circula neste momento nas redes sociais quanto ao episódio de recusa, por parte do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, em pegar os toiros que lhes cabiam na corrida do passado dia 21 de Junho, torna-se imperioso, por parte da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, proceder aos seguintes esclarecimentos:
1- A corrida, concurso de ganaderias, era composta por seis ferros de procedências distintas, duas espanholas, 2 de Portugal continental e 2 açorianas;
2- Para efeitos de antiguidade, a inscrição na “Unión de Criadores de Toros de Lidia” (associação de ganaderos espanhóis) conta o ano de debute da ganaderia em Madrid, enquanto em Portugal, para o mesmo efeito, conta o ano em que a ganaderia tenha corrido um toiro com o seu ferro em qualquer praça;
3- Havendo ganaderias que estavam inscritas quer na associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, quer na “Unión de Criadores de Toros de Lidia”, havia que ter um critério para atribuir a antiguidade e assim determinar a ordem de lide;
4- Desde o início da assunção da organização da Feira de São João por parte da TTT, o critério adoptado tem sido o internacionalmente aceite por todos os países taurinos, incluindo Portugal, no qual prevalece a data do debute em Madrid e só depois se aplicam os critérios definidos por cada associação nacional;
5- Assim sendo, Miura era a ganaderia mais antiga, com o debute em Madrid a ocorrer em 1849, seguida de Jandilla em 1951 e Vinhas em 1972. Ora o GFARG pretendia a alteração da ordem de lide baseado no facto de a inscrição da ganaderia Vinhas na Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide ser de 1950, uma ano antes do debute de Jandilla em Madrid e 20 anos antes do debute da mesma ganaderia Vinhas nessa praça, esquecendo o critério previamente definido e aprovado pela Inspeção Regional de Actividades Culturais – IRACA, autoridade competente nesta matéria, anunciado na apresentação do cartel e nunca contestado (lembramos que já o ano passado, com ganaderias espanholas em presença, havia sido esse o critério e novamente, sem qualquer contestação);
6- Cabe à organização e não ao GFARG, definir os critérios pela qual pretende reger os espectáculos que organiza e transmiti-los atempadamente aos intervenientes, que neste caso, não manifestaram qualquer discordância. De resto, o Regulamento Geral dos Espectáculos Tauromáquicos de Natureza Artística da Região Autónoma dos Açores define que o Delegado Técnico Tauromáquico, Director de Corrida, agindo em conformidade com o Art. 21.º d), decide em caso de dúvida ou divergência, cabendo-lhe a última palavra, portanto; 
7- A ordem de lide nos concursos de ganaderias organizados pela TTT tem sido sempre por antiguidade (baseado na recomendação do Regulamento Regional de Tauromaquia e nos critérios supra definidos) e, nas restantes corridas, por sorteio efectuado pelos artistas intervenientes. A nenhum grupo de forcados cabe determinar a ordem de lide de uma corrida, sujeitando-se sempre ao sorteio ou à antiguidade das ganaderias em presença;
8- A haver alguma voz discordante à ordem de lide, teriam de ser os ganaderos e/ou os cavaleiros, que aceitaram como normal e coerente o critério apresentado;
9- Estranhamos assim o silêncio do GFARG durante o tempo que mediou o anúncio do cartel (há 3 meses atrás) e a confirmação da ordem de lide no dia da corrida;
10- Mais se estranha que tivessem aguardado até ao último momento, ou seja, à confirmação da presença do toiro Miura na corrida e à visualização dos toiros que compunham o lote a concurso, para aí tomarem tão drástica e inusitada decisão, comprometendo a organização e os colegas alternantes e demonstrando total desrespeito pelo público;
Os valores que definem os forcados e que constam do comunicado posto a circular ontem pelo GFARG devem ser, em nosso entender demonstrados na arena e não no papel.

A Direcção da TTT

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