junho 27, 2016

Bastinhas, Martins e o bravo de JAF


Dia de comemorações, primeiro o cinquentenário da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e depois os quarenta anos a pegar toiros do Grupo de Forcados Amadores de Turlock.

O dia apresentou-se cinzento com algum chuvisco à mistura não convidando a assistir a uma corrida de toiros. Num domingo, em final de festa, a Praça de Toiros Ilha Terceira registou cerca de meia casa de público.

Do cartel faziam parte os cavaleiros Gilberto Filipe, Marcos Tenório Bastinhas e João Pamplona, as pegas estiveram a cargo dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e dos Amadores de Turlock. Os toiros pertenciam às ganadarias locais da Casa Agrícola José Albino Fernandes e João Gaspar.

Abrilhantou a corrida a Sociedade Filarmónica Lira Açoriana de Livingston, da Califórnia.

Dirigiu bem a corrida Carlos João Ávila assessorado por Vielmino Ventura.

Os toiros apresentados pelas ganadarias presentes cumpriram no geral, com destaque para o último toiro da corrida, o toiro número quatrocentos e onze, pertencente à ganadaria da Casa Agrícola José Albino Fernandes, que foi simplesmente Bravo. Todos os toiros de excelente apresentação à exceção do lidado em quinto.

As pegas foram executadas pelos da Tertúlia, por intermédio de Carlos Vieira, Tomás Ortins e João Silva, todos ao primeiro intento. O brinde de João Silva foi para ele com certeza, de grande sentimento, pois fez o pedido de casamento à sua futura esposa Emiliana Gaspar. Olé!

Pelos Amadores de Turlock foram solistas João Salvação à quarta tentativa, David Sanchez e George Martins, ambos à primeira, tendo este último concretizado a pega da Feira.

Marcos Bastinhas voltou a triunfar com um toureio alegre e comunicativo, chegou com força às bancadas sagrando-se o máximo triunfador da Feira de São João. No primeiro cravou um excelente ferro cumprido de praça a praça, para nos curtos inovar pela colocação de um curto, seguido de um palmo, para finalizar a lide com dois bons pares de bandarilhas, galvanizando o público presente. No seu segundo optou por utilizar as montadas menos utilizadas nesta deslocação à Ilha Terceira, mas mesmo assim a sair em triunfo, destaca-se o segundo ferro comprido a dar vantagem ao toiros, o terceiro curto a quiebro e o último par de bandarilhas, que precedeu um outro de frente, mas que infelizmente só ficou meio par.

João Pamplona foi à porta gaiola receber o seu primeiro oponente para de seguida lhe cravar um bom ferro, crava no segundo tércio um ferro curto de frente e ao estribo de grande valor, destaque ainda para o ferro com que finalizou a sua primeira lide a partir em direção ao toiro num galope cadenciado pisando os terrenos do toiro para cravar de alto a baixo um excelente ferro curto. No seu segundo andou mais aliviado muito por causa da batida ao piton contrário com que baseou a lide a este toiro, destaca-se o terceiro ferro comprido e o também terceiro curto com o toiro a favor da crença.

Gilberto Filipe andou vulgar. Despois do êxito na temporada passada passou pela arena angrense sem pena nem glória. No primeiro da tarde não pisou terrenos de compromisso resultando as sortes aliviadas, não deu e bem, volta. No seu segundo deixou novamente um amargo de boca, com varias passagens em falso e com um toureio demasiado vulgar para o cabeça de cartaz da Feira de São João.

Para o ano há mais, e espero que da parte da organização haja mais cuidado na elaboração dos carteis, no que toca ao toureio a cavalo. O aficionado terceirense merece este cuidado. Esta é a nossa corrida, à Portuguesa. 
Olé e até pró ano. 
Saudações.


Duarte Bettencourt

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